A União Europeia e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram dois relatórios nesta quarta-feira (7) que mostram um cenário positivo para a economia da Itália em 2018

O bloco econômico divulgou que reviu para cima a previsão de alta no Produto Interno Bruto (PIB) tanto da Itália como de toda a zona do euro. De acordo com os dados, a economia crescerá 1,5% neste ano – contra 1,3% da estimativa divulgada em novembro do ano passado. Já para a zona do euro, esse aumento será de 2,1%.

Para a OCDE, o dado é mais concreto entre as famílias italianas.

Conforme a entidade, o país será o único entre as maiores economias do mundo a ter um aumento nesse quesito.

“Entre as sete grandes economias em que esses dados estão disponíveis, o crescimento de renda real por habitante está claramente diminuindo em todos os países, com exceção da Itália.

No país, a renda real das famílias apresentou uma forte elevação, progredindo 0,8% no terceiro trimestre de 2017, superando o crescimento do PIB real por habitante estabelecido em 0,4%”, disse em comunicado a entidade.

De maneira geral, os 35 países que fazem parte da OCDE tiveram uma queda, em média, de 0,2% na renda familiar no terceiro trimestre do ano passado

Dados internos

Também nesta quarta-feira , o Instituto Italiano de Estatísticas (Istat) divulgou sua primeira nota mensal de 2018 com os indícios de crescimento da economia para os próximos meses. Segundo a entidade, “a leve redução nos dados antecipados, que se mantém de qualquer maneira em níveis elevados, esboça um cenário de menor intensidade do crescimento econômico”.

O documento ainda destaca a força das exportações italianas que, em “um quadro de forte expansão do comércio mundial, prossegue com andamento positivo” durante todo o ano. No entanto, o Istat ressalta que há um cenário de “leve queda” na produção manufatureira, mas que isso não deve afetar fortemente os números totais.

Já entre as famílias, a entidade também destaca a força da retomada “do poder aquisitivo” e que isso vai causar uma “maior propensão para poupar” por parte dos italianos.

A inflação deve “permanecer moderada”, assim como terminou no fim do ano passado. (ANSA)