Um ano depois da tragédia que vitimou 71 pessoas no voo da Chapecoense, os italianos do Torino vão fazer uma homenagem ao clube brasileiro. No próximo dia 2 de dezembro, a equipe vai jogar com uma camisa verde contra a Atalanta. Em comunicado, o clube disse que o ato é uma forma de se “manter concretamente perto” da Chape. Além disso, 1500 peças dessa edição especial vão ser comercializadas.

Com o dinheiro que vai ser arrecadado depois da venda dos uniformes, o Torino pretende doar parte do valor para as famílias das vítimas do acidente. A homenagem foi uma promessa feita por Urbano Cairo, dirigente do clube italiano à Plínio David de Nês Filho, presidente da Chapecoense.

Torino e Pisa perfilados no minuto de silêncio em homenagem à Chapecoense

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Na primeira partida da clube de Turim após a tragédia, um minuto de silêncio foi realizado em memória daqueles que faleceram. As homenagens rendidas pelo Torino agora e quando o acidente ocorreu não são por acaso. A equipe italiana já foi vítima de um desastre aéreo e perdeu grande parte do seu elenco. Por isso, a frase no fim do comunicado resume bem o sentimento do time: “Torino e Chapecoense. Unidos pelo destino, para sempre amigos”.

Em 1949, o avião que carregava jogadores do clube italiano bateu na parte de trás da Basílica de Superga, que fica em um morro na cidade de Turim. O incidente aconteceu após uma partida contra o Benfica. Na ocasião, 31 pessoas estavam à bordo – 27 foram divididos entre atletas e comissão técnica do Torino, enquanto os outros quatro eram da tripulação. Todos faleceram.

Na época, o time de Turim era considerado o mais vitorioso da Itália e ganhou o apelido de “Grande Torino”. Indo ao quinto título nacional consecutivo, a equipe teve que terminar a liga com juniores, mas conquistou a taça mesmo assim. Os outros clubes, em solidariedade, também resolveram colocar os jovens em campo, o que equilibrou as coisas e manteve o caminho aberto para o clube grená.

Além do Torino, outras equipes já sofreram acidentes fatais de avião. Entre elas, estão o Manchester United, o Alianza Lima, do Peru e seleções como a Zâmbia e a Dinamarca. (GE)