As ações da TIM caíram mais de 5 por cento nos primeiros negócios da terça-feira (13), em meio a notícias de que a sua controladora Telecom Italia demitiu o presidente-executivo do grupo italiano, Amos Genish, em meio a discordâncias no conselho de administração da empresa

Em comentários poucas horas após a decisão do conselho, Genish prometeu que continuará no colegiado, defendendo os direitos de todos os acionistas, e descreveu sua demissão como um “golpe ao estilo soviético”.

Às 10:15, os papéis da operadora brasileira de telefonia cediam 4,7 por cento, enquanto o Ibovespa 0,33 por cento. Na mínima, os papéis recuaram 5,39 por cento. Em Milão, os papéis da Telecom Italia subiam 0,41 por cento, depois de chegarem a cair 1,96 por cento.

Em nota distribuída a clientes, analistas do Itaú BBA consideraram a notícia negativa para a TIM, uma vez que Genish tinha um profundo conhecimento sobre o setor de telecomunicações brasileiro e era bem visto por investidores no Brasil.

Outro analista, que pediu para não ter o nome citado, referendam a premissa dos colegas do Itaú BBA, acrescentando que investidores que estavam esperando um cenário de fusão ou aquisição para a TIM no curto prazo pode ter que esperar mais, uma vez que o novo CEO deve focar na operação fixa na Itália.

Na semana passada, Genish disse que a companhia estava interessada na operação da Nextel no Brasil, mas que o processo estava em fase inicial. Fontes a par do assunto disseram que o conselho da italiana autorizara a TIM a fazer uma oferta não vinculante pela Nextel, controlada pela NII Holdings.

(Reuters)