A pouco mais de um mês das eleições italianas, a corrida por alianças é intensa

Para tentar seduzir o eleitorado, Luigi Di Maio, um dos líderes do M5S, garante que o seu partido mantém uma lista de consistentes nomes políticos e que o também líder do M5S Beppe Grillo, ao contrário do que especula a imprensa italiana,está ao seu lado.

“Se as forças políticas depois de terem apoiado nossos 20 pontos, querem adicionar outros temas, encontrar o quadrado , convergem para outras questões e começar a trabalhar para os italianos, eu concordo.”, afirmou ao jornal MetroNews.

Faltam apenas alguns dias para as listas serem fechadas e com elas surgem hipóteses até de rupturas de última hora. O partido Liberi e Uguali quase concluíram sua lista final, porém os territórios protestam contra os nomes escolhidos.

No Partido Democrático (PD, do qual faz parte o ex-presidente do Conselho de Ministros Matteo Renzi, uma minoria permanece insatisfeita com as escolhas apresentadas até o momento). Mesmo assim, Renzi mostra-se esperançoso. Renzi ambiciona cerca de 110 a 115 nomes para o Parlamento e 50 outros distribuídos em diferentes áreas públicas, que não sejam apenas representantes das minorias lideradas por Andrea Orlando e Michele Emiliano. Estes 50 nomes devem incluir também representantes da área sob o comando de Dario Franceschini e do vice-secretário Maurizio Martina. Até o momento, apenas a área de atuação do Ministro da Justiça, Andrea Orlando, membro do PD, indicou 37 nomes. As listas deverão ser finalizadas até segunda-feira (29).

Além de muitos entraves e de contas que não fecham para as indicações políticas, há rumores de que Renzi planeja uma “limpeza geral” entre os deputados. Enquanto isso, o polêmico Silvio Berlusconi, líder do Forza Italia, gosta da ideia de Antonio Tajani, atual presidente do Parlamento Europeu, como primeiro ministro italiano.

“Não tenho ambições políticas, quero ganhar e escolher o primeiro ministro, e a equipe do governo com meus aliados. Se fosse possível ter Tajani, seria uma bela escolha, altamente estimada a nível europeu. Certamente, seria uma perda para a Itália no âmbito da União Europeia. Além dele, existem duas outras possibilidades, mas não vou dizer agora quais são. Nós falamos sobre isso com os aliados, mas temos que ganhar primeiro”, concluiu Berlusconi. (Com agências internacionais e jornais italianos)