Fortes tempestades de Vêneto ao Friuli-Veneza Giulia, litoral do nordeste da Itália, deixaram um rastro de árvores arrancadas, carros danificados e cerca de 50 pessoas feridas nesta última quinta-feira (10).

A 80 quilômetros de Veneza, na ilha de Albarella, testemunhas disseram que uma pessoa havia supostamente desaparecido após ser atingida por uma onda enquanto caminhava em um píer na região, mas o fato ainda não foi confirmado. “Até o momento, não temos notícias seguras sobre um desaparecimento em Albarella”, relatou o responsável pelo Corpo de Bombeiros no Vêneto, Paolo Maurizi, em entrevista à ansa Brasil.

Depois das elevadas temperaturas dos últimos dias, o mau tempo atingiu várias partes da península, incluindo as regiões da Toscana e da Emília-Romana, mas foi no nordeste que ele provocou os maiores danos.

Chuvas de granizo caíram durante todo o dia em Trentino-Alto Ádige, especialmente em Bolzano, umas das principais cidades do extremo-norte da Itália. Já na parte da tarde, as tempestades seguiram para a zona do delta do rio Pó, em Friuli-Veneza Giulia, com ventos de até 130 km/h entre as cidades costeiras de Grado e Lignano Sabbiadoro.

Na província de Veneza, os maiores problemas ocorreram em Cavallino-Treporti, onde um aguaceiro caiu sobre uma área de grande concentração de campings e alojamentos turísticos, lotados nesta época do ano devido ao verão europeu.

Para acompanhar dezenas de pessoas ao pronto-socorro, em sua maioria turistas, as ambulâncias tiveram que se organizar em filas de espera. Em um caso mais grave, uma mulher estrangeira teve que ser transferida de helicóptero para um hospital em Treviso após ser atingida pela queda de uma árvore.

Quem também teve uma tarde agitada devido às chuvas foi a Guarda Costeira, que recebeu diversas chamadas de emergência de embarcações com dificuldade. O governador de Vêneto, Luca Zaia, declarou estado de crise na região, enquanto o prefeito de Veneza e de sua zona metropolitana, Luigi Brugnaro, estuda decretar calamidade natural por causa dos danos. (ANSA)