O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) aceitou o recurso do Milan e anulou a suspensão da Uefa que excluía o clube italiano de competições continentais pelas duas próximas temporadas por violar as regras do Fair Play financeiro

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (20), e, dessa forma, o time rossonero fica liberado para participar da fase de grupos da próxima edição da Liga Europa.

De acordo com a punição divulgada no fim de junho, o Milan só poderia voltar a disputar qualquer competição da Uefa na temporada 2020/21. Como terminou a última edição do Campeonato Italiano na sexta posição, o Milan reconquista no tribunal a sua vaga na fase de grupos da Liga Europa, enquanto a Atalanta vai disputar as fases prévias. A Fiorentina, por sua vez, fica de fora.

– Reconquistamos o que conseguimos em campo – comemorou o zagueiro Leonardo Bonucci, através das redes sociais.

Entenda o caso

Para punir o clube, a principal suspeita da Uefa era sobre a origem do dinheiro aplicado no Milan. O líder do grupo de investimento chinês, Yonghong Li, teve problemas na compra do clube. Ele precisou colocar uma de suas empresas à venda para finalizar o pagamento.

Devido à essa dificuldade, as transações vultuosas de jogadores que chegaram a Milão nos meses seguintes causaram estranheza. André Silva, por exemplo, jovem jogador que atuava pelo Porto, custou € 38 milhões, cerca de R$ 140 milhões à época (junho de 2017). O preço foi considerado suspeito pela UEFA.

A partir daquele momento, a entidade máxima do futebol europeu exigiu que o Milan apresentasse provas de que seguia o Fair Play financeiro. Os dirigentes precisariam provar que o dinheiro vinha de fontes lícitas, que os preços praticados no mercado estavam de acordo com a realidade financeira da janela de transferências e que o clube conseguiria se manter com tantos gastos pelos próximos anos.

Os cartolas milanistas, no entanto, não conseguiram chegar a um acordo com a Uefa. Por isso, o Milan foi a julgamento em junho e acabou punido. Só agora, com a saída do grupo chinês do comando rossonero para que o fundo de investimentos americano Elliott assumisse, o clube conseguiu reconquistar sua vaga na competição.

(GE)