O submarino nuclear dos Estados Unidos John Warner, uma das unidades que participaram do ataque na Síria, estava no porto de Nápoles no final de março

O prefeito de Nápoles, Luigi de Magistris, enviou uma nota ao comandante da Capitania de Porto de Nápoles, Arturo Faraone, informando que no dia 20 de março o submarino parou no porto da cidade italiana e pediu que o fato não volte a acontecer, pois Nápoles é uma área livre de armas nucleares. O prefeito explicou que enviou a carta antes de saber que foi um dos submarinos usados no ataque na Síria e frisou que a atracação e paragem de qualquer navio de propulsão nuclear ou que carregue armas nucleares não é bem-vindo.

O John Warner lançou seis mísseis Tomahawk contra alvos do regime sírio no dia 7 de abril. A informação foi divulgada através de um vídeo pelo canal do Aiir Source military que recolhe filmagens relacionadas às atividades militares do país americano e confirmada pelo Pentágono, Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O comandante da autoridade portuária de Nápoles garantiu que na atualidade não é permitida a entrada no porto de unidades de propulsão nuclear, nem navios com carga radioativa e disse que “as decisões relativas à chegada e/ou trânsito de unidades militares estrangeiras em águas territoriais nacionais não competem a Autoridade Marítima, enquanto órgão periférico do Ministério das Infraestruturas e Transportes”. Em nota Faraone especificou que após ter recebido a comunicação pelo Estado-Maior da Marinha Militar da chegada do submarino, a Capitania dos Portos não autorizou, mas apenas a disciplinou, conforme previsto no plano elaborado pelos órgãos do Ministério da Defesa.

De acordo com o primeiro-ministro demissionário Paolo Gentiloni, a Itália não participou dos ataques conjuntos com Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria e disse que o envolvimento italiano no país árabe será tratado no Parlamento amanhã, dia 17.