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Itália agora quer sair do Afeganistão Imprimir E-mail
18 de setembro de 2009

A Itália quer retirar suas tropas do Afeganistão "o mais rápido possível", mas não tomará tal decisão unilateralmente, disse o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi,  depois que seis soldados italianos morreram em um ataque com carro-bomba na capital afegã, Cabul, ontem.

"Estamos todos ansiosos e esperançosos para trazer nossos homens de volta o mais rápido possível", disse Berlusconi a jornalistas em Bruxelas, na Bélgica.

"Estamos todos convencidos que é melhor para todo mundo deixar o Afeganistão logo", acrescentou.

Berlusconi disse que a Itália já estava planejando uma "forte redução" em sua tropa de aproximadamente 3.100 militares no Afeganistão e que caminharia para isso.

O ataque foi o mais grave lançado contra o contingente da Itália no Afeganistão desde o início da guerra, segundo o Ministério da Defesa. No total, 21 militares italianos morreram no conflito, iniciado em 2001. A Itália mantém cerca de 2.800 militares no Afeganistão, no total. O ataque ocorre em um momento sensível do combate, já que agosto foi o mês com maior número de mortes entre soldados americanos--foram 51-- desde a invasão do país.

Conforme testemunhas, às 12h10 (4h40 no horário de Brasília), um suicida atirou o carro que dirigia, carregado de explosivos, contra um comboio militar italiano. Seis dos dez soldados que estavam nos blindados atingidos morreram. Os outros quatro ficaram feridos, e não há dados sobre o estado de saúde deles. Dez civis afegãos também morreram. O movimento islâmico Taleban assumiu a autoria da ação.

O embaixador dos Estados Unidos na Itália expressou condolências em nome do presidente Barack Obama e afirmou que, "juntos", os dois países estão "dedicados a ajudar a população afegã em sua luta pela liberdade e, acima de tudo, pela sua segurança do terrorismo bárbaro que nós testemunhamos novamente hoje".

Políticos de oposição e ONGs questionaram a presença das tropas italianas no Afeganistão após o ataque e pediram uma nova estratégia para o conflito. "Há poucos meses da morte do jovem soldado italiano Alessandro Di Lisio, o cenário não muda, há mais jovens mortos. Os números deixam claro. São 21 as vítimas italianas que, de 2004 até hoje, sacrificaram suas vidas em território afegão. É um fato dramático", disse Stefano Stefani, da Liga Norte, presidente da Comissão das Relações Externas da Câmara dos Deputados da Itália.

 

 

Fonte: Folha Online

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