O vice-Primeiro Ministro da Itália, Matteo Salvini, se declarou contrário à suspensão das partidas de futebol ou ao fechamento de estádios – como alguns defendem – diante da ocorrência de atos racistas ou violentos nas arquibancadas.

– O fechamento dos estádios, a suspensão das partidas ou a proibição de viajar para torcedores (…) é a renúncia ao Estado. Sou partidário de responsabilizar os torcedores e deixar claro que quem faz, paga – declarou Salvini, líder dos conservadores na Itália e também Ministro do Interior no país.

Salvini se reuniu na segunda-feira (7) com comandantes da polícia, dirigentes esportivos, árbitros, treinadores e líderes de torcida para analisar os incidentes ocorridos em 27 de dezembro, durante a partida entre Inter e Napoli, em Milão.

Pequeno torcedor do Napoli carrega um cartaz de apoio ao zagueiro senegalês Koulibaly — Foto: Ciro de Luca/Reuters

No fim de dezembro, o zagueiro senegalês Koulibaly, do Napoli, foi alvo de insultos racistas por parte da torcida da Inter, em episódio que Salvini criou polêmica ao minimizar os atos. Por conta disso, o time de Milão foi punido com dois jogos sem torcida, um castigo mais rápido e maior que o habitual.

Durante o mesmo jogo, incidentes no exterior do estádio provocaram a morte de um torcedor do Inter.

– Não podemos confundir os torcedores de bem, que são 99,9% dos casos, com os delinquentes – declarou Salvini, que reafirmou sua vontade de “erradicar a delinquência dentro e fora dos estádios” com uma mudança de legislação que permita processos mais rápidos.