A Procuradoria de Roma, na Itália, pediu na sexta-feira (9) uma condenação de 10 meses de prisão para a prefeita de Roma, Virginia Raggi, do partido antissistema Movimento 5 Estrelas. Ela é acusada de falso testemunho, e, se condenada, pode ser forçada a renunciar

Graças a uma série de mensagens apresentadas, ficou demonstrado que a prefeita delegou totalmente a seu então braço direito, Raffaele Marra, a nomeação do diretor. Ele, então, nomeou seu próprio irmão, Renato Marra – o que gerou questionamentos no país.

Após as alegações da defesa no sábado, o juiz deverá pronunciar o veredito. Em caso de condenação, a prefeita não cumpriria a condenação na prisão, já que, segundo a lei italiana, a pena não é aplicada quando inferior a dois anos.

Entretanto, uma eventual condenação geraria crise política dentro da prefeitura. O código de conduta interno do Movimento 5 Estrelas prevê que o filiado renuncie ao cargo, ainda que seja condenado somente em primeira instância.

“Respeitarei as regras” — Viriginia Raggi, prefeita de Roma, sobre uma possível saída do cargo

Roma em protestos

Manifestantes se reúnem na Piazza del Campidoglio de Roma para protestar contra a prefeita Virginia Raggi

Milhares de romanos se manifestaram no fim de outubro exigindo a renúncia da prefeita Virginia Raggi, acusada de agravar a má administração dos serviços públicos na capital italiana.

Os manifestantes citam problemas como buracos nas ruas, latas de lixo cheias, caos nos transportes públicos e o abandono dos espaços verdes.

Em 2016, Raggi foi eleita com 67% dos votos no segundo turno, em uma uma reação de rejeição aos governos anteriores, de direita e esquerda.

Mas a grande dificuldade de Raggi em formar uma equipe e apresentar propostas concretas reduziu sua popularidade.

(AFP)