Sergio Mattarella concedeu ‘mandato exploratório’ a Elisabetta Alberti

(ANSA)

A presidente do Senado da Itália, Elisabetta Alberti Casellati, iniciou nesta quinta-feira (19) sua segunda rodada de consultas para “verificar a existência” de uma possível maioria parlamentar entre a coalizão de direita e o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

Ontem (18), o presidente Sergio Mattarella concedeu a italiana um mandato exploratório para tentar encerrar o impasse que já dura quase dois meses. A primeira reunião de hoje começou por volta das 14h30 (horário local) no palazzo Giustiniani, em Roma, com a delegação da coalizão de direita. Somente às 17h30, os expoentes do M5S serão convocados.

Casellati tem até amanhã (20) para apresentar suas conclusões ao presidente da Itália. Sua difícil tarefa inclui destravar as negociações entre os partidos, já que o M5S, dono de um terço do Parlamento, se recusa a governar ao lado do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, um dos líderes da aliança conservadora, que detém 42% dos assentos da Câmara e no Senado. Por sua vez, o secretário da Liga, Matteo Salvini, se recusa a romper a coalizão de direita. “A Itália não pode esperar. Não há nada de novo. Se todos continuarem a manter-se firme em suas posições, criando situações que não têm respostas, eu vou ver se consigo chegar a algo”, completou.

E se as negociações não avançarem?

Caso essa segunda rodada não avance, o líder da Câmara, Roberto Fico (M5S), que pode ser agraciado com outro mandato exploratório, poderá optar por negociações com uma maioria incluindo o Partido Democrático (PD).

“Se o Partido Democrático quer realizar um programa sério, estamos lá, temos a renda da cidadania e eles têm renda de inclusão. Encontramos um meio termo e lutamos contra a pobreza”, explicou o representante do M5S no Senado, Danilo Toninelli. O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, por sua vez, fez um apelo aos partidos. A “Itália não pode se dar ao luxo de ficar de fora da dinâmica que atrai o futuro da UE e a UE não pode se dar ao luxo de enfrentar o debate sem a Itália”.

“É necessária uma solução política em pouco tempo que garanta a certeza do papel da Itália”, finalizou.