A Prada voltou a crescer nos primeiros seis meses do ano graças a uma estratégia que começou a dar  frutos depois de três anos de vendas em queda

“Estamos sempre empenhados em adequar o grupo à rápida evolução da sociedade e para interpretar o espírito das novas gerações sem perder de vista as nossas raízes”, declarou Patrizio Bertelli, diretor executivo da grife italiana Prada.

Apesar do impacto das mudanças, os números são positivos

As receitas chegam a 1,535 bilhão de euros (+9% a câmbios constantes, +3% considerando aqueles correntes, acima das expectativas dos analistas), Ebitda está em 271 milhões (+8%, os 17,6% da receita) e o lucro líquido é de 106 milhões (+11%).

Segundo Bertelli, os resultados dessa transformação são visíveis e tantos sinais positivos que chegam do mercado confirmam a eficácia das suas escolhas estratégicas. Ele disse ainda que “essa nova fase de expansão representará um crescimentomde valores para todos os stakeholders do grupo”.

O couro e as 36 lojas pop up foram os grandes responsáveis por empurrar as vendas. Mas, os canais também estão em crescimento: varejo (+3% a câmbios correntes) e atacado (+5%).

O grupo cotado em Hong Kong alcançou na Ásia +14% a câmbios fixos e 7% a correntes, com umna ótima performance na China, com aumento de vendas equivalentes a +17% em câmbios constantes. Até na Europa, o aumento foi significativo, apesar da diminuição de turistas por causa do super Euro. O aumento de interesse seja pela Prada (+4%), seja pela Miu Miu (+2%).

Ainda assim, a reorganização do grupo de Miuccia Prada e Patrizio Bertelli não para. O plano agora é uma “completa integração de todos os canais do grupo, da distribuição à comunicação em somente uma ‘visão’ digital”, anunciou o presidente da grife, Carlo Mazzi.

(Agência ANSA)