Nesta segunda-feira (23), a polícia italiana, sob ordens da Procuradoria de Trapani, fez uma ação de busca e apreensão no navio Vos Hestia, que pertence à ONG Save The Children. A embarcação atua no Mar Mediterrâneo no resgate de imigrantes ilegais que tentam chegar à Itália e está, atualmente, atracada no porto de Catânia.

A alguns meses, a Procuradoria de Trapani abriu uma investigação sobre os resgates feitos pela Vos Hestia e chegou a infiltrar um agente na embarcação. A ação é a mesma que, em agosto deste ano, chegou a sequestrar o barco “luventa”, da ONG alemã Jogend Rettet, acusada de favorecer a imigração ilegal.

Após a ação, a ONG emitiu uma nota em que afirma ser “estranha aos fatos” e que a busca de materiais foi “sobre crimes que, no momento, não recaem sobre a Save The Children”. Ainda segundo o comunicado oficial da entidade, os policiais levaram documentos que “são relativos a supostos conhecimentos ilícitos de terceiros”.

A ONG ainda reforçou que sempre atuou de maneira lícita no Mediterrâneo.

“Todas as operações foram conduzidas em uma estrita coordenação com a Guarda Costeira italiana e na máxima colaboração com as autoridades italianas. A nossa missão foi sempre guiada unicamente pelo imperativo humanitário de salvar vidas”, afirmou a Save The Children.

A organização ainda informou que, conforme planejado,  está suspendendo as atividades no momento no mar por conta da acentuada diminuição na chegada de estrangeiros nessa época do ano.

A Save The Children foi uma das cinco ONGS que atuam no Mediterrâneo que assinaram o polêmico “código de conduta criado pelo governo de Roma para regulamentar o e resgate de imigrantes ilegais na região – outras cinco se negaram a assinar o texto.

Desde 2016, a ONG atua no Mediterrâneo e faz operações entre os meses de abril e novembro. (ANSA)