Caso do ex-guerrilheiro está no Supremo Tribunal Federal

(ANSA) – O diretor-central da Polícia Criminal da Itália, Nicolò Marcello D’Angelo, disse nesta quinta-feira (28) que espera obter a extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti “em breve”.

O governo de Michel Temer já teria decidido por sua entrega às autoridades de Roma, mas aguarda uma posição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre se é possível reverter a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que manteve o italiano no Brasil.

O caso está nas mãos do ministro Luiz Fux, que já coletou os pareceres das partes envolvidas, mas ainda não anunciou sua decisão ou se levará o processo a plenário. “Acredito que, uma vez que a Suprema Corte brasileira tenha decidido sobre Battisti, conseguiremos a extradição, isso é evidente”, disse D’Angelo, durante uma conferência sobre cooperação internacional em Veneza.
“Há um recurso na suprema Corte, sobre o qual esperamos um resultado em breve. O pedido de extradição foi apresentado várias vezes, esperamos obter resultados não em prazo muito longo”, acrescentou.
Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país por envolvimento em quatro assassinatos e em atos terroristas. Ele pertencia à guerrilha de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e diz ser alvo de perseguição política. No Brasil, ele é réu em dois processos diferentes por falsidade ideológica e evasão de divisas.