A partir do dia 2 de maio de 2018, o Panteão de Roma, um dos principais pontos turísticos da capital italiana, passará a cobrar dois euros para a entrada de turistas.

A decisão foi tomada pelo Ministério dos Bens Culturais e de Turismo e visa valorizar o monumento, além de garantir verba para a manutenção e segurança. De acordo com uma nota divulgada pelo governo, o diretor-geral de Museus do Ministério, Antonio Lampis, e o vigário geral do Ordinariato Militar, monsenhor Angelo Frigerio assinaram o documento para estipular a cobrança nesta segunda-feira (11).

O ministro Dario Franceschini e o vigário geral do Papa para a diocese de Roma, arcebispo Angelo De Donatis, também estavam presentes para firmar as modificações da convenção vigente, que regulamenta o acesso de turistas ao complexo.

Apesar da cobrança, o texto da novas regras ressalta que não serão cobrados valores para “fiéis, visitantes e estudiosos” para exercícios de culto ou atividades religiosas. “Será por conta do Ministério fornecer informações adequadas aos visitantes sobre a suspensão das visitas turísticas durante a atividade religiosa e de culto liberamente programadas da Autoridade Eclesiástica”, conclui o texto.

O Panteão

Construído entre os anos 118 e 128 d.C., o Panteão é um edifício em Roma, Itália, encomendado por Marco Vipsânio Agripa durante o reinado do imperador Augusto (reinou entre 27 a.C.e 14 d.C.) e reconstruído por Adriano (reinou entre 117 d. C. e 138 d.C.) por volta de 126 d.C.

É uma das mais bem preservadas estruturas romanas antigas e permaneceu em uso por toda a sua história. Localizado na Piazza della Rotonda, o Panteão tem sido utilizado como uma igreja, dedicada à “Santa Maria e os Mártires” chamada oficialmente de Santa Maria dei Martiri e informalmente de Santa Maria Rotonda desde o século VII. É uma basílica menor da Igreja Católica e foi uma diaconia até 1929.