Ação conjunta das polícias da Alemanha, Itália, Holanda e Bélgica resulta na prisão de membros da organização criminosa ‘Ndrangheta, considerada a maior distribuidora de cocaína no continente

Uma operação policial internacional resultou na prisão de dezenas de membros da organização mafiosa ‘Ndrangheta em Itália, Holanda, Bélgica e Alemanha nesta quarta-feira (05).

Na Alemanha, as batidas policiais ocorreram nos estados da Baviera e Renânia do Norte-Vestfália, que faz fronteira com Holanda e Bélgica. O Departamento Federal de Investigações (BKA) informou que vários suspeitos foram presos e diversas propriedades foram alvo de buscas.

O jornal alemão “Bild” afirma que mais de 100 locais foram vasculhados, inclusive várias pizzarias. A ‘Ndrangheta é considerada o maior distribuidor de cocaína na Europa e possui vários tentáculos na Alemanha.

Na Itália, a polícia informou que 90 pessoas foram presas. As investigações se estenderam até a América do Sul, inclusive com a prisão de suspeitos.

A operação foi coordenada pelo Eurojust, o órgão público que congrega os ministérios públicos da União Europeia (UE) e supervisiona a cooperação judicial em investigações criminais. Segundo a entidade, os detidos são suspeitos de tráfico de cocaína, lavagem de dinheiro, subornos e atos de violência.

A ‘Ndrangheta, da região da Calábria, é considerada a organização mafiosa mais poderosa da Itália. As outras duas principais organizações criminosas do país são a Camorra, de Nápoles, e a Cosa Nostra, da Sicília.

Na terça-feira, a polícia italiana prendeu o novo chefe da máfia siciliana e outros 45 supostos membros da Cosa Nostra, desferindo um duro golpe no grupo que tentava se reerguer após anos de dificuldades.

Settimo Mineo, um joalheiro de 80 anos com registro policial por atividades mafiosas, havia acabado de ser eleito como o novo chefe da organização durante uma reunião secreta entre as famílias de Palermo e região.

Esta teria sido a primeira reunião desse tipo desde a prisão do ex-chefe Salvatore “Toto” Rina em 1993, condenado por ordenar dezenas de assassinatos. Ele morreu na cadeia em 2017 após cumprir 26 anos da pena de prisão perpétua.