Na União Europeia, o país fica atrás somente da Alemanha

O número de pedidos de refúgio na Itália cresceu 4% em 2017, chegando a 126.550 solicitações, contra as 121.185 registradas em 2016.

Os dados são do Escritório de Estatística da União Europeia (Eurostat) e colocam o país como o segundo no bloco que mais recebeu pedidos de proteção internacional, atrás apenas da Alemanha, que responde por 31% dos novos processos de refúgio na UE.

O aumento das solicitações na Itália ocorre em um ano no qual o país registrou queda de quase 35% no número de migrantes forçados resgatados no Mar Mediterrâneo. Em 2017, pouco mais de 119,3 mil pessoas desembarcaram nos portos italianos, contra as 181,4 mil de 2016.

Os dados do Eurostat indicam que, apesar da redução na quantidade de migrantes forçados que chegam à Itália, eles têm encontrado cada vez mais dificuldades para se deslocar pela União Europeia. Com isso, acabam solicitando proteção a Roma.

Por outro lado, a Itália é apenas a oitava em termos relativos: 2.089 pedidos de refúgio para cada 1 milhão de habitantes. O ranking é liderado pela Grécia (5.295), seguida por Chipre (5.235) – que não faz parte da UE -, Luxemburgo (3.931), Malta (3.502), Áustria (2.526), Alemanha (2.402) e Suécia (2.220).

A maior parte das pessoas que pedem proteção em solo italiano é da Nigéria (24.950), país que combate o grupo terrorista islâmico Boko Haram; de Bangladesh (12.125), nação que enviou milhares de imigrantes nos últimos anos para a Líbia, de onde partem os barcos clandestinos para a Itália; e do Paquistão (9.470), que ainda enfrenta a insurgência do Talibã.

Na UE como um todo, os pedidos de refúgio caíram 46% em 2017, passando de 1,2 milhão para 650 mil, sendo que os maiores aumentos ocorreram na Espanha (+96%), na França (+19%) e na Grécia (+14%).

Segundo a convenção das Nações Unidas sobre o tema, refugiado é uma pessoa que, “temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, encontra-se fora do país de sua nacionalidade e não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção dessa nação”. (ANSA)