A alta é puxada pelas contratações a tempo determinado

O número de pessoas empregadas na Itália cresceu 0,28% em novembro de 2017, na comparação com o mês anterior, e chegou a 23,183 milhões, a maior cifra desde o início da série histórica, em 1977.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

No entanto, vale lembrar que a população italiana no fim da década de 1970 era de 56 milhões de pessoas, 4 milhões a menos que a atual.

De qualquer forma, a taxa de ocupação na faixa etária entre 15 e 64 anos subiu para 58,4%, alta de 0,2 ponto percentual sobre outubro de 2017.

O índice continua acima dos níveis pré-crise de 2008, que giravam ao redor de 59%. Já entre as mulheres, a taxa de ocupação cresceu para 49,2%, maior cifra já registrada. Na faixa de 15 a 24 anos, parcela da população mais afetada pelo desemprego, o nível de ocupação em novembro passado ficou em 17,7%, alta de 0,6 ponto em relação ao mês anterior.

Contudo, o aumento nos indicadores de emprego é puxado pelas contratações a tempo determinado, que são mais precárias do que aquelas com contrato sem prazo definido.

Foram 54 mil novas vagas a tempo determinado, contra 14 mil a tempo indeterminado.

“Com respeito à contínua precarização de nosso mercado de trabalho, não me parece que os dados mostrem sinais diferentes”, declarou a secretária da Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil), Susanna Camusso.

Já o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi disse que os resultados divulgados pelo Istat são “históricos”.

“A reforma trabalhista fez aumentar as contratações, não as demissões. O tempo é senhor da razão, dizemos isso sempre”, acrescentou. (ANSA)