Azzurra voltará ao Mundial feminino depois de 20 anos

(ANSA) – Enquanto muitos italianos assistem às partidas da Copa do Mundo com um sentimento de melancolia por causa da ausência da Azzurra, há quem já pense no futuro. Não em 2022, mas em 2019, quando o país disputará o Mundial feminino pela primeira vez em 20 anos.

As mulheres da Itália garantiram presença na Copa, que será disputada daqui a um ano, na França, no início de junho, após uma vitória por 3 a 0 sobre Portugal nas Eliminatórias europeias. “Agora tentaremos melhorar para chegar ao Mundial com outro sonho: passar da primeira fase”, disse a treinadora da Azzurra, Milena Bertolini, em um encontro com a imprensa estrangeira na semana passada.

A agora técnica de 52 anos diz se lembrar bem da última participação italiana na Copa do Mundo feminina, em 1999, quando o país ficou em terceiro lugar em um grupo que tinha Brasil, Alemanha e México e não conseguiu passar de fase.
Passados 20 anos, Bertolini garante que a classificação das mulheres não é uma “vingança” pelo vexame dos homens, que não conseguiram levar uma camisa tetracampeã mundial à Copa da Rússia. “Para nós, é uma alegria tão grande que não pensamos na não classificação dos homens, a qual faz todos perderem”, afirmou.
O futebol feminino tem crescido nos últimos anos na Itália, com a adesão de clubes do primeiro escalão nacional, como Juventus, campeã da temporada 2017/18 tanto entre os homens quanto entre as mulheres, e Fiorentina. Na próxima Série A, a “Velha Senhora” ganhará a concorrência do Milan.
“Grandes garotas, alguns homenzinhos que ganham muito e marcam pouco deveriam aprender”, ironizou recentemente o sempre polêmico ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, mas, de certa forma, dando o tom da reação no país aos resultados recentes das duas seleções.
O próximo passo das “azzurre” é construir uma história equivalente à de seus colegas do sexo masculino: ao longo de 50 anos, a Itália feminina participou de apenas duas Copas do Mundo e tem como melhores resultados dois vice-campeonatos europeus, nos já distantes 1993 e 1997.