Por André Felipe de Lima

 

 

Brasiliano na área

O brasileiro visitou mais a Itália em 2017. É fato.

Segundo estimativa da Agenzia Nazionale del Turismo (Enit), a presença de turistas brasileiros na Vecchia Bota pode ter evoluído cerca de 20%.

A conferir os dados conclusivos da Enit.

Alegria de uns, tristeza de outros

O aposentado italiano terá um aumento de aproximadamente 250 euros em 2018.

Somente quem recebe acima de 3.012 euros não será contemplado com o bônus.

Por aqui, a indefinição é reinante.

Sequer há previsão para votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Custo de vida mais alto

O italiano que prepare o bolso em 2018.

Ele irá se deparar, já no dia 1º de janeiro, com mais encargos em serviços públicos, transportes, seguros, tarifas bancárias e, sobretudo, na eletricidade, cuja taxa é a mais elevada da União Europeia.

Na ponta do lápis, serão 952 euros a mais nas contas de cada família.

É o que calcula a Adusbef (Associazione Difesa Utenti Servizi Bancari Finanziari Postali e Assicurativi).

O cenário pesará mais para quem tem baixa renda, com efeitos negativos sobre o consumo.

Os aumentos também afetarão as empresas, especialmente as pequenas.

Voo da Alitalia

Carlos Antunes, diretor geral da Alitalia no Brasil, não quer perder tempo.

A empresa aérea está crescendo por aqui. A oferta de assentos na rota com a Itália foi ampliada em 80%.

Antunes tem motivos para comemorar: o cardápio de bordo da Alitalia é considerado o melhor do mundo.

Vinte e dois mil passageiros responderam à pesquisa da Global Traveler, renomada publicação americana, que elegeu a Alitalia a primeiríssima em menu.

Quase uma mega-sena

A três meses do fim da gestão na Luxottica, o CEO Massimo Vian (na foto) deixou a empresa.

No lugar dele, assumiu Leonardo Del Vecchio, presidente-executivo, que fará uma dobradinha à frente da companhia com Francesco Milleri, o vice-presidente.

Em meio à troca de comando, a Luxottica aguarda a decisão do órgão antitruste da UE sobre a fusão com a francesa Essillor.

No Brasil, o Cade também analisa a fusão, mas pediu tempo para avaliar o caso por achá-lo “muito complexo” e ter “identificado preocupações relevantes”.

Enquanto isso, a indenização trabalhista de Vian gira em torno de 6,3 milhões de euros. Nada mal.

Doce bilionário

O repórter Josh Kosman, do jornal New York Post, garante peremptoriamente que a italiana Ferrero vai abocanhar a suíça Nestlé no mercado americano.

A negociação envolveria dois bilhões de dólares e deixaria a Ferrero atrás apenas da Hershey’s  — que também estaria de olho na Nestlé — e da Mars nos Estados Unidos.

Se é vera a notícia, isso só saberemos em janeiro, como publicou o periódico nova-iorquino.

No Brasil, segundo dados da Euromonitor International, a Ferrero está em quinto lugar no ranking do chocolate, com 6,1% de participação, atrás da Mondelez (30,1%), dona da Lacta, Nestlé (18,0%), Garoto (15,8%) e Cacau Show (11%).

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) apontou uma queda de 0,4% no mercado de chocolates no primeiro semestre, porém, com lenta recuperação no semestre seguinte.

A Abicab prevê crescimento de entre 2% e 4% ao longo de 2017, comparando-se com 2016. Mas a Euromonitor não avalia da mesma forma.

Para ela, será registrada queda de 5,9% nas vendas de chocolates em 2017, com um recuo da margem financeira de quase 5%, o que corresponde a R$ 11,9 bilhões.

 Não está fácil para ninguém

Carlo Messina, diretor geral do Intensa Sanpaolo, comanda uma mudança profunda no banco italiano.

Nos próximos três anos, o Intensa promoverá cerca de nove mil demissões voluntárias — inclusive no alto escalão —, com aval dos sindicalistas bancários. Sairão milhares de funcionários, mas há previsão de 1500 vagas abertas até 2020.

O choque de gestão permitirá ao Intensa uma economia anual de 675 milhões de euros. Os detalhes do plano de negócios do banco serão conhecidos somente em fevereiro.

O Intesa, que retomou os negócios no Brasil a partir de 2015, permanece ativo, porém sem alardear o mercado.