Elisabetta Casellati terá que fazer negociações entre partidos

(ANSA)

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, concedeu nesta quarta-feira (18) um mandato exploratório para a presidente do Senado, Maria Elisabetta Alberti Casellati, na tentativa de facilitar as negociações entre os líderes partidários para a formação de um novo governo.

O chefe de Estado confiou “a tarefa de verificar a existência de uma maioria parlamentar entre os partidos da coalizão de centro-direita e o M5S [Movimento Cinco Estrelas] e compartilhar uma indicação para a nomeação do primeiro-ministro para formar o governo”, informou o secretário-geral do Quirinale, Ugo Zampetti, ao término da reunião.

Durante o encontro, Matterella decidiu que a presidente do Senado tem até a próxima sexta-feira (20) para reportar um relatório ao mandatário.

“Eu assumo esta tarefa com o mesmo espírito de serviço com o qual eu assumi a presidência do Senado. Você será informado sobre o calendário de reuniões que vão acontecer em breve”, agradeceu Casellati.

Em nota, o partido Liga, liderado por Matteo Salvini, afirma que a indicação de Casellati é totalmente positiva, porque o “contorno de um governo de centro-direita/M5S é exatamente o que o povo italiano decidiu. A Liga está pronta para governar ainda hoje, basta que os outros parem de discutir”.

“Agradecemos ao presidente Mattarella por esta ocasião que será útil para a clareza. A Itália precisa urgentemente de um governo de mudança e vamos colocar no centro da agenda as questões que em 4 de março trouxe 11 milhões para votar em nós”, afirmou o líder do M5S no Senado, Danilo Toninelli.

O Força Itália, por sua vez, também comentou a indicação de Casellati. “A presidente colocará toda a sua autoridade e a experiência adquirida no campo para tirar o país do pântano político em que nos encontramos após a votação de 4 de março.

Esforços são compartilhados pelas forças políticas que agora, como nunca, tem que demonstrar responsabilidade e sentido do Estado. Força Itália não deixará de fazer a sua parte”, informou a senadora do partido de Silvio Berlusconi, Maria Rizzotti.

A decisão foi necessária porque o M5S possui 34% das cadeiras no Senado e 35% na Câmara, mas não abre mão de liderar o novo governo, já que foi o partido mais votado nas eleições. Dono de um terço do Parlamento, o partido de Luigi Di Maio tenta tirar a Liga da coalizão conservadora, que possui 42% dos assentos das casas para formar um governo antissistema, enquanto Salvini defende que o Executivo seja comandado pela direita, com apoio do movimento.

O impasse foi o responsável por impossibilitar qualquer acordo até o momento para a formação do novo governo da Itália.