Dois meses após as eleições do dia 4 de março que deixou a Itália sem um novo governo, o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, pediu novamente nesta sexta-feira (4) que o presidente Sergio Mattarella anuncie novas eleições “o mais rápido possível, até 24 de junho”

“Espero que não haja oposição para irmos à votação o mais rápido possível. Se eles colocarem o presidente Mattarella em posição de identificar esse governo, os outros partidos terão sido os traidores do povo”, ressaltou o líder antissistema. Após o impasse nas negociações para a formação do governo, Mattarella convocou uma nova rodada de negociações para a próxima segunda-feira (7) na tentativa de chegar a um acordo.

No entanto, durante coletiva de imprensa, Di Maio explicou que não formará um governo de consenso e nem participará da reforma eleitoral, porque seria uma “perda de tempo”.

A possibilidade de um acordo entre o M5S e o Partido Democrático, que ganhou força nos últimos dias, foi enterrada após os membros da legenda aprovarem um documento que não aceita o diálogo com o movimento, decisão que garantiu uma vitória ao ex-premier Matteo Renzi, principal porta-voz da ala contrária a uma aliança com o partido de Di Maio. Desta forma, a “única opção” do M5S foi pedir novas eleições, já que o secretário da Liga, Matteo Salvini, se recusou a romper a coalizão de direita, liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

“Não vamos permitir que continuem destruindo o país. Devemos ir votar agora para não prolongar a crise do país e ter um governo que faz as coisas, não a lei eleitoral e as reformas institucionais”, afirmou o líder do M5S no Senado, Danilo Toninelli. (Agência ANSA)