Segundo ‘pensador’ do antissistema , acordo será votado online

(ANSA)

O secretário da Liga, Matteo Salvini, e o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, realizaram nesta sexta-feira (11) a segunda reunião técnica para a elaboração de um programa “definitivo” para formar o governo da Itália.

Os dois líderes anunciaram que ambos encontraram “diversos pontos de convergência” em uma lista que inclui a abolição da reforma previdenciária italiana, a “desburocratização” do país, a redução dos custos da política e o combate à imigração clandestina, além da inclusão de uma alíquota única no imposto de renda e a renda da cidadania.

“O objetivo inicial é respeitar as metas e não exceder 1,5% [de déficit] Se houver a necessidade de ultrapassar, será discutido com a União Europeia porque não há vontade de se impor contra os parceiros europeus. A ideia é prosseguir com a graça de um governo que seja racional e razoável”, explicou Di Maio. Segundo fontes do M5S, “existe uma forte convergência entre M5S e Liga sobre o imposto fixo, que traz enormes benefícios para a classe média”. Para eles, a taxa fixa é um elemento interessante que pode ser concebido sem ser penalizante demais para as classes inferiores nem muito vantajoso para as altas.

Já o nome do candidato a primeiro-ministro não foi debatido durante a reunião. “Estamos encontrando outras convergências, a reunião foi positiva. Não houve menção do nome do presidente do Conselho”, afirmou Di Maio.

“Quando tivermos algo a dizer, diremos”, ressaltou Salvini, acrescentando que “uma nova reunião sobre o programa” será realizada amanhã, em Milão. Votação Online Considerado um dos líderes “intelectuais” do M5S, Davide Casaleggio afirmou que qualquer contrato do governo que seja assinado entre o partido e a Liga será posto à votação online.

“Na certificação da votação estamos trabalhando em direções diferentes. Será um voto blindado e como sempre assegurado a todos os membros”, disse.

A medida é um dos costumes do M5S e permite que os eleitores utilizem a internet para votar nas diretrizes. Para Casaleggio, esses votos sempre foram a “base para as decisões do Movimento e também será neste caso”. A Itália está sem um governo com plenos poderes desde 24 de março, quando o premier Paolo Gentiloni, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), renunciou, em consequência do resultado das eleições de 4 de março.