A companhia aérea alemã Lufthansa enviou uma carta ao governo da Itália dizendo que avançará nas negociações para a compra da Alitalia, maior empresa de aviação civil do país, apenas depois de uma “significativa reestruturação” em suas operações

Assinado pelo CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, o documento foi revelado pela agência “Reuters” e endereçado ao ministro italiano do Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda.

“Mesmo reconhecendo as preciosas medidas adotadas até hoje sob o comando dos comissários [do governo], acreditamos que exista ainda uma considerável carga de trabalho a se fazer antes que a Lufthansa esteja na posição de entrar inteiramente na próxima fase do processo”, diz a carta.

Segundo a empresa alemã, a “nova Alitalia” será “menor”, tanto em número de funcionários quanto no tamanho de sua frota. Sob intervenção do governo desde maio de 2017, a Alitalia foi colocada à venda e, atualmente, os comissários nomeados por Roma analisam três ofertas.

No entanto, os nomes das empresas na disputa não foram divulgados, embora já se saiba que a Lufthansa está na briga. Em outubro passado, a imprensa italiana divulgou que o grupo alemão pretende reduzir a frota da Alitalia em 30% e cortar 40% da força de trabalho.

A ideia é repetir o processo feito com a Swiss, salva da falência pela Lufthansa em 2005 e que hoje possui uma operação saudável. A empresa italiana solicitou intervenção do governo após ficar sem liquidez e obteve dois empréstimos públicos para continuar funcionando.

A Alitalia é controlada pela holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), com 51% das ações, e pelo grupo árabe Etihad Airways, com 49%. Se não conseguir um comprador, a empresa corre sério risco de decretar falência. (ANSA)