A votação do Jus soli foi remarcada para 2018

O grupo de jovens “Italiani senza cittadinanza” que é formado por jovens nascidos na Itália, porém com pais estrangeiros, procuraram o presidente da Itália para pedirem apoio.

O movimento deseja que a lei jus soli seja aprovada e quer contar com a ajuda de Mattarella, o presidente recebeu uma carta do grupo com um apelo.

O projeto que deveria ser decidido este ano, foi adiado para 2018, depois da tentativa frustrada do último sábado (23), onde não houve a possibilidade de votação por falta de quórum.

De acordo com a Ansa, há rumores da dissolução do Parlamento atual pelo Presidente, o que os jovens pedem para que não seja feito.

O pedido do movimento tem um motivo bem simples, se o debate ocorrer apenas em uma nova legislatura, o texto só poderá ser votado em março de 2018.

A carta tem a data que celebra os 70 anos da promulgação da Constituição na Itália, 27 de dezembro.

A mesma foi publicada hoje (26) na página do movimento.

“Em um dia tão bonito e fundamental para as nossas vidas e para a nossa democracia, é nosso dever lembrar como muitos de nós aprendemos a conhecê-la [a Constituição] nos bancos da escola, aprendendo os valores fundamentais da liberdade, igualdade, paz e respeito. Não nos deixe sozinhos”, diz o grupo.

Para o movimento, “é dever da República remover os obstáculos de ordem social e econômica, que limitam o fato da igualdade dos cidadãos, impedem o pleno desenvolvimento da pessoa humana e a efetiva participação de todos os trabalhadores da organização política, econômica e social do país”.

Segundo a Ansa, a carta fala sobre o cancelamento do debate no último sábado como uma “falha da República”