O gabinete do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, se reuniu na terça-feira (4) para debater sobre a emergência migratória no Mediterrâneo e chegou ao consenso de que é preciso “mais fundos no orçamento da União Europeia (UE)” para tentar reduzir o fluxo de imigrantes

“A prioridade do país continua sendo a obtenção de mais fundos no orçamento da UE para intervenções de desenvolvimento socioeconômico dos países de onde os migrantes saem. O objetivo é criar as condições para reduzir as partidas”, diz a nota da Farnesina.

A posição foi decidida durante o encontro entre Conte, o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, e o ministro das Relações Exteriores, Moavero Milanesi. “Na reunião de hoje sobre imigração e Líbia, saudamos o compromisso dos ministros das Relações Exteriores – assumidos em Viena em 31 de agosto – de encontrar uma solução comum para distribuir as pessoas salvas no mar entre os vários Estados membros”, acrescenta a nota.

Salvini é o principal responsável pelo endurecimento das políticas migratórias do país e fechou os portos da Itália para navios de ONGs que operam no Mediterrâneo. Seu objetivo é impedir a chegada de migrantes pelo mar e forçar a UE a dividir o peso do primeiro acolhimento dos que conseguirem fazer a travessia.

“O governo está satisfeito com os resultados obtidos até agora e a Itália também está lutando para fazer acordos bilaterais de repatriação nos países de origem daqueles que não têm o direito de asilo”, finaliza o texto. Na discussão, o governo italiano também tratou sobre os confrontos nos subúrbios de Trípoli e a conferência a ser realizada em novembro.

(Agência ANSA)