As despesas com acolhimento podem chegar a 5 bilhões de euros

(ANSA)

Apesar da queda no número de pessoas resgatadas no Mar Mediterrâneo Central, o governo da Itália prevê um aumento de até 16% nas despesas com migrantes forçados e refugiados em 2018.

A projeção está no Documento de Economia e Finanças (DEF), instrumento que delineia os gastos públicos previstos para o ano e que foi aprovado pelo Conselho dos Ministros nesta quinta-feira (26).

Em 2017, as despesas do governo com acolhimento de migrantes ficaram em 4,3 bilhões de euros, mas a cifra deve girar entre 4,6 bilhões e 5 bilhões de euros em 2018 – ou seja, o crescimento pode variar entre 7% e 16%.

“A diminuição dos desembarques não se traduz em uma redução proporcional das permanências nos centros de acolhimento”, diz o DEF. Atualmente, a Itália abriga cerca de 174 mil pessoas em suas estruturas para migrantes e refugiados.

Os valores mencionados excluem as despesas com socorro marítimo e assistência sanitária, que devem totalizar 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) italiano em 2018.

Entre 1º de janeiro e 23 de abril deste ano, 7.814 pessoas foram resgatadas pela Itália no Mediterrâneo, o que representa uma queda de 79% em relação ao mesmo período de 2017.

As nacionalidades mais comuns são da Eritreia (1.552), Tunísia (1.516), Nigéria (526), Costa do Marfim (432) e do Paquistão (383). Os dados são do Ministério do Interior.