O governo italiano não alterou o projeto de orçamento de 2019, apesar das observações da Comissão Europeia, e pediu a Bruxelas “flexibilidade”, para levar em consideração “gastos excepcionais” vinculados ao desabamento da ponte Morandi, em Gênova, e a fenômenos climáticos

Em uma carta enviada à Comissão Europeia, o governo italiano “solicita a aplicação da flexibilidade por acontecimentos excepcionais”. No texto, o ministro da Economia, Giovanni Tria, mantém a previsão de déficit em 2,4% do PIB para 2019.

O ministro destaca que 2,4% representa um “limite intransponível”.

Também explica que os orçamentos dos três próximos anos serão afetados por gastos “excepcionais” equivalentes a 0,2% do PIB por causa das tempestades que afetaram a Itália em outubro e novembro, assim como pelas consequências do desabamento da ponte Morandi.

“Com este objetivo, a lei de finanças destina um bilhão de euros em 2019 especificamente para a segurança e manutenção das infraestruturas da rede viária, incluindo viadutos, pontes e túneis”, indica Giovanni Tria.

(AFP)