A Procuradoria da República em Rieti, no centro da Itália, investiga 204 moradores das cidades de Amatrice, Accumoli, Leonessa e Cittareale por fraude e falsificação ao supostamente terem recebido ilegalmente um benefício concedido a pessoas afetadas pelos terremotos do ano passado.

A suspeita diz respeito à Contribuição de Alojamento Autônomo (CAS, na sigla em italiano), benefício de até 900 euros mensais pago a famílias que tiveram suas casas parcial ou totalmente destruídas pelos terremotos no centro da Itália ou que possuem residências em áreas interditadas pelas autoridades.

Esse dinheiro deve ser usado para cobrir as despesas de alojamento temporário de cidadãos desabrigados pelos tremores.

No entanto, segundo investigação da Arma dos Carabineiros, 110 moradores de Amatrice, 50 de Accumoli, 40 de Leonessa e quatro de Cittareale receberam o CAS ilegalmente, já que não tinham direito.

Em alguns casos, os investigados até possuíam casas nas áreas interditadas – as chamadas “zonas vermelhas” -, mas moravam de fato em outro lugar. O sismo de 24 de agosto de 2016 deixou 299 mortos, sendo 238 em Amatrice, 11 em Accumoli – as duas cidades ficam na província de Rieti, região do Lazio – e 50 em Pescara del Tronto, distrito de Arquata del Tronto, em Marcas.

O terremoto iniciou uma sequência sísmica que segue ativa até hoje no centro da Itália e já fez 333 vítimas. (ANSA)