A Procuradoria de Pescara, na região central da Itália, indiciou mais 23 pessoas pela tragédia que deixou 29 mortos no hotel Rigopiano, em Farindola, no início deste ano.

Entre os novos investigados, que foram notificados nesta quinta-feira (23), está o ex-prefeito de Pescara Francesco Provolo. Em abril deste ano, outras seis pessoas haviam sido indiciadas pelos procuradores, incluindo o presidente da província de Pescara, Antonio Di Marco, e o prefeito de Farindola, Ilario Lacchetta.

Todos responderão pelos crimes de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e por múltiplas lesões corporais. Também uma série de servidores públicos e o diretor do resort, Bruno Di Tommaso, responderão ainda por crimes de falsidade em documentos e de abuso de construção – quando são feitas obras sem a permissão legal.

Além do ex-prefeito e do diretor, foram indiciados hoje Paolo D’Incecco, Mauro Di Blasio, Enrico Colangeli, Pierluigi Caputi, Carlo Giovani, Vittorio Di Biase, Emidio Primavera, Sabatino Belmaggio, Andrea Marrone, Luciano Sbaraglia, Marco Del Rosso, Massimiliano Giancaterino, Antonio De Vico, Antonio Sorgi, Giuseppe Gatto, Giulio Honorati, Tino Chiappino, Leonardo Bianco e Ida De Cesaris.

Um dos advogados de defesa das vítimas, Romolo Reboa, afirmou que a decisão de indiciar as mais de 20 pessoas “restitui a esperança de dar justiça para as vítimas”.

A tragédia no resort de luxo Rigopiano, que ficava no Parque Nacional do Gran Sasso, começou no dia 18 de janeiro, quando uma avalanche gigantesca soterrou o hotel. Ao todo, 29 pessoas – entre visitantes e funcionários – morreram no local e 11 conseguiram sobreviver. Alguns deles, passaram dias sob os escombros do prédio.

A missão de resgate das vítimas durou até o dia 26 de janeiro, quando os dois últimos corpos foram retirados do hotel. (ANSA)