Uma egípcia de 22 anos residente em Milão foi expulsa da Itália sob a acusação de planejar um atentado terrorista no país junto com um membro do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Segundo a Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais (Digos) da Polícia de Estado, Fatma Ashraf Shawky Fahmy, que tinha permissão de estadia e ficha limpa, estava em contato com Al Najjar ar Abdallah Hasanayn, suposto integrante do EI.

A egípcia, em um primeiro momento, teria perguntado como viajar à Síria para combater ao lado do grupo, mas, devido à dificuldade do plano, se disponibilizou para realizar um atentado suicida na Itália. No entanto, ela nunca obteve resposta de Hasanayn.

Fatma Fahmy

Fahmy vivia no bairro de Gratosoglio, na periferia sudoeste de Milão, com os pais e três irmãos mais novos. Até meados de 2013, ela se vestia e se comportava como uma “ocidental”, mas depois adotou o niqab, véu islâmico que deixa apenas os olhos à mostra.

Alvo frequente de ameaças do EI, a Itália é a única entre as cinco maiores potências da Europa Ocidental que não sofreu atentados terroristas de matiz islâmica, ao contrário de Alemanha, Espanha, França e Reino Unido. Os cinco países integram a coalizão que combate o grupo no Oriente Médio e no norte da África.

Em agosto passado, mensagens postadas em um canal jihadista no aplicativo Telegram sugeriam que a Itália fosse o próximo alvo dos ataques do Estado Islâmico na Europa, porém as ameaças foram classificadas como “propaganda” pelo governo. Apesar disso, Roma mantém elevado o alerta contra possíveis atentados, principalmente por abrigar o Vaticano, coração do catolicismo. (ANSA)