Pais só precisarão apresentar “autocertificado” para comprovar

(ANSA) – O governo da Itália apresentará uma medida que, na prática, esvaziará os efeitos de um projeto da gestão anterior que proíbe a entrada na escola de crianças que não estejam com a vacinação em dia.

A regra, aprovada durante o mandato do centro-esquerdista Paolo Gentiloni (2016-2018), foi duramente criticada pelo antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e pela ultranacionalista Liga, que agora governam o país.

A nova medida que o Ministério da Saúde apresentará nesta quinta-feira (5) não derruba a obrigatoriedade da vacinação para crianças, mas diz que, para conseguir a presença de seus filhos nas escolas, os pais poderão apresentar uma “autocertificação”, ao invés do comprovante emitido pela Empresa Sanitária Local (ASL, na sigla em italiano), como previsto pela lei.

O prazo para os genitores entregarem esse certificado terminaria em 10 de julho. “Trata-se de uma significativa simplificação do ônus documental sobre os pais”, declarou a ministra da Saúde Giulia Grillo, durante uma sabatina nesta quarta-feira (4) no Parlamento.

O “contrato de governo” entre M5S e Liga defende a vacinação, mas critica essa exigência para o acesso de crianças à educação. No entanto, o ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, secretário do partido ultranacionalista, disse recentemente que exigir 10 vacinas é “inútil e, em muitos casos, perigoso”.

Com a crescente força dos movimentos antivacinas no país, o Ministério da Saúde deve promover uma campanha de informação sobre sua eficácia e sua importância para a prevenção.

Atualmente, as vacinas obrigatórias na Itália protegem contra poliomielite, difteria, tétano, hepatite B, coqueluche, sarampo, caxumba, varicela, rubéola e Haemophilus influenzae tipo b, que, entre outras coisas, causa meningites bacterianas.