Ministros do Interior do bloco se reunirão nesta quinta-feira (12)

(ANSA) – Os ministros de Interior de Alemanha e Itália se reuniram nesta quarta-feira (11), em Innsbruck, para tentar criar uma agenda comum para a cúpula da União Europeia na cidade austríaca, marcada para esta quinta (12).

O encontro reunirá os ministros do Interior de toda a UE e discutirá, mais uma vez, a crise migratória no Mediterrâneo e os “movimentos secundários” de solicitantes de refúgio dentro do bloco.

Na Áustria, ele teve um encontro bilateral com o ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, que quase derrubou a chanceler Angela Merkel por exigir o fechamento das fronteiras para solicitantes de refúgio já registrados em outros países da UE.
“Foi um encontro muito positivo, temos objetivos comuns: menos desembarques, menos mortes, menos imigrantes”, declarou Salvini, que diz ter recebido o apoio de Seehofer para pleitear em Bruxelas a proteção das fronteiras externas do bloco.
O ministro italiano tem se recusado a assinar qualquer acordo sobre movimentos secundários enquanto a União Europeia não agir para conter os fluxos no Mediterrâneo, que vêm caindo 80% em 2018. “Uma vez obtido o controle das fronteiras externas, estaremos dispostos a conversar sobre movimentos secundários”, disse.
Em resumo, Salvini quer que navios que resgatam pessoas no Mediterrâneo sejam direcionados para outros, países, inclusive a Líbia, onde há graves denúncias de violação dos direitos humanos, e que mais Estados-membros da UE abram centros de acolhimento para solicitantes de refúgio.
“Estou de acordo com a proposta da Áustria de construir centros também fora da Europa”, reforçou Salvini. No fim de junho, os líderes dos países da UE assinaram uma declaração conjunta com medidas para combater a crise migratória, mas as ações são todas “voluntárias” e, na prática, não houve mudanças.

Números

Atualmente, o Estado-membro que mais acolhe refugiados e solicitantes de refúgio em relação a sua população é a Suécia, com 292.608 (2,92% de seu total de habitantes). Em seguida aparecem Malta, com 9.378 (2,03%); Áustria, com 171.567 (1,95%); Chipre, com 15.063 (1,69%); e Alemanha, com 1.399.669 (1,69%).

A Itália é o 11º, com 353.983 (0,58%), atrás de Grécia, com 83.220 (0,77%); Dinamarca, com 39.937 (0,69%); Holanda, com 109.678 (0,64%), Luxemburgo, com 3.541 (0,59%); e França, com 400.304 (0,59%).

Já os que menos acolhem são Portugal, com 1.668 (0,01%); Eslováquia, com 949 (0,01%); Croácia, com 919 (0,02%); Romênia, com 5.464 (0,02%); e Estônia, com 455 (0,03%). Os dados são do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e do Banco Mundial.