A Itália conseguiu negociar a redistribuição por países da União Europeia (UE) de parte dos 450 imigrantes que estava à deriva no Mar Mediterrâneo

De acordo com fontes do governo e relatos à ANSA, a Alemanha receberá 50 imigrantes, enquanto a França e Malta darão acolhimento a 100. “Essa é a solidariedade e a responsabilidade que sempre pedimos para a Europa e que, agora, depois dos resultados do último Conselho Europeu, estão começando a virar realidade”, comemorou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, que falou com os outros 27 líderes da UE.

Os 450 imigrantes estavam em uma embarcação ilegal que saiu da Líbia na última sexta-feira (13). A Itália proibiu que o barco fizesse o desembarque em portos de seu país, além de reclamar com Malta da falta de interceptação. A Guarda Costeira italiana, então, interceptou o barco, identificou os imigrantes e colocou-os em embarcações do governo, à espera de uma resposta dos outros países europeus.

Essa tem sido a política do novo governo da Itália, formado pelos partidos Movimento 5 Estrelas (M5S) e Liga Norte. Eles pedem que a UE tenha uma responsabilidade compartilhada sobre a crise imigratória, mas muitos países se negam a receber os estrangeiros.

“Recebi uma carta do premier italiano na qual pede que a UE se ocupe de uma parte das 450 pessoas à deriva. Tal abordagem é o caminho para o inferno”, disse o primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, em seu perfil oficial no Twitter. “Nosso país não receberá nenhum imigrantes. A única solução para a crise imigratória é o modelo australiano: não deixar os imigrantes desembarcarem na Europa”, afirmou.

(Agência ANSA)