Nesta terça-feira (11) a Itália completa 35 anos do seu terceiro título mundial de futebol. Para celebrar a vitória de 1982 na Copa da Espanha, o ex-atacante Paolo Rossi voltou ao palco da final, o estádio Santiago Bernabeu, e relembrou do torneio no qual foi artilheiro eleito o melhor atleta.

Em entrevista, Rossi disse que as lembranças daquela Copa do Mundo continuam vivas em sua mente “como se fosse ontem”. “Mentalmente ainda estou no Sarriá e no Bernabeu. Essas emoções não desaparecem e até mesmo vão crescendo, apesar do tempo. Tanto em mim quanto nas pessoas que encontro”, completou.

Vitória sobre o Brasil

O ex-jogador relembra também da importante vitória da Itália sobre o Brasil na segunda fase da competição. Nela, enfrentando os canarinhos com Zico, Falcão e Sócrates, Paolo fez três gols no jogo que terminou 3×2 para a Itália.

“Esse gol me salvou. Até então, para mim estava tudo acabado, mas depois veio o cruzamento de Cabrini, uma pincelada e eu no meio de dois defensores consegui cabecear no ângulo oposto do goleiro. Foi um ‘gol de computador’ que tirou todo o meu peso, foi uma libertação”, declarou.

Críticas à seleção

O ex-atleta falou também sobre as críticas que aquela seleção italiana estava recebendo durante a Copa: “Até o início da segunda rodada da Copa do Mundo, a nossa equipe foi maltratada por críticos. Tivemos que enfrentar a Argentina campeã mundial e com Diego Maradona, e as pessoas estavam dizendo ‘vamos conseguir?’. Essa vitória por 2 a 1 nos deixou conscientes de que poderíamos lutar com todos”.

A grande final

Já na final em Madrid, com o estádio Santiago Bernabeu lotado, a Itália encarou a Alemanha e saiu com a taça e o 3 a 1. Paolo Rossi recordou a sensação de ter jogado esta partida: “Nesses momentos você não tem tempo para pensar sobre o que está acontecendo. Você só se concentra no seu único objetivo final possível, a vitória. As emoções eu só  podia saborear a fundo após o final do jogo, quando fomos oficialmente campeões do mundo. Puxe sua respiração, veja as bandeiras tricolores acenando em torno de você e dizer ‘eu fiz’. Nesse momento, senti toda a minha ‘italianidade’, concluiu.

O campeão mundial encerrou a sua carreira em 1987, quando atuava pelo Hellas Verona. Antes disso, já havia defendido outros times, como o Vincenza, Perugia, Milan e Juventus. O “Menino de Ouro” vestiu a camisa azzurra um total de 48 vezes e marcou 20 gols.