Os ocupantes da embarcação, no entanto, não poderão descer

(ANSA) – O governo da Itália deu nesta segunda-feira (20) permissão para um navio da Guarda Costeira atracar no porto de Catânia, na Sicília, com 177 migrantes forçados a bordo.

As pessoas, no entanto, não poderão desembarcar, por determinação do ministro do Interior Matteo Salvini, que exige sua redistribuição entre todos os Estados-membros da União Europeia.

Os migrantes e deslocados externos a bordo do navio Diciotti tentavam cruzar o Mediterrâneo em uma embarcação clandestina e chegaram a entrar na área de socorro de Malta, que decidiu não intervir. Na sequência, o barco se aproximou da costa da Itália, cuja Guarda Costeira entrou em ação, em 16 de agosto.

Segundo oito pessoas já transferidas para hospitais na Itália para tratamentos médicos, um navio maltês chegou a escoltar o barco em direção a Lampedusa, mas inverteu a rota e retornou a Malta após a entrada em águas italianas.

“O navio poderá desembarcar na Itália, basta que os 177 migrantes sejam divididos, no espírito da solidariedade europeia, que é formada por 27 países”, afirmou Salvini, que ameaçou enviar essas pessoas à Líbia, o que violaria normas internacionais, caso não haja acordo na União Europeia para acolher os migrantes.

“Estamos trabalhando para encontrar uma solução o mais rapidamente possível”, garantiu o porta-voz da Comissão Europeia para Migração, Tove Ernst.

Desde o início de 2018, 19.358 migrantes forçados desembarcaram em portos da Itália, o que representa uma queda de 80% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério do Interior.