A mesa diretora do Senado da Itália aprovou na terça-feira (16) uma deliberação para recalcular as aposentadorias de parlamentares

A medida, que já havia sido adotada pela Câmara dos Deputados, em julho passado, recebeu 10 votos favoráveis na mesa diretora e apenas um contrário, mas a votação foi boicotada pelos oposicionistas Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, e Força Itália (FI), de centro-direita.

Apesar do discurso do governo de que esse é o “fim dos vitalícios”, a medida, na verdade, apenas muda a forma de calcular as aposentadorias. Os benefícios concedidos no passado, que foram definidos em função do último salário recebido, passarão a ser baseados na contribuição efetuada durante o mandato parlamentar.

“Dito e feito. Promessa mantida. Tchau, tchau, vitalícios. Esse privilégio não existirá mais para ninguém”, comemorou o líder do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e ministro do Trabalho, Luigi Di Maio. A aprovação da medida levou os membros do partido a celebrarem na frente do Senado.

Além disso, Di Maio afirmou que o governo cortará os repasses para as regiões que não reduzirem aposentadorias de ex-dirigentes. “Não deve existir um vitalício sequer na Itália”, ressaltou.