POR CAROLINE PELLEGRINO, CEJANA MONTELO, GIANCARLO PALMESI E MAURICIO CANNONE

As eleições italianas no dia 4 de março movimentam italianos em todos os cantos do planeta

No Brasil, com uma colônia mais que secular e extremamente numerosa, não seria diferente. Comunità ouviu alguns importantes nomes da comunidade ítalo-brasileira sobre como analisam o pleito e os possíveis reflexos no laço cultural e econômico entre os dois países. Vejam o que acham:

 

VOTAREI SIM, COM CERTEZA. Conheço as candidatas e alguns dos candidatos. Espero que aqueles que se elegerem trabalhem para a melhoria da Itália e com isto abram mais oportunidades de trabalho e empreendedorismo para os jovens ítalo- brasileiros. Ao mesmo tempo, tenho certeza que a ida de jovens ítalo-brasileiros levando a experiência do Brasil para a Itália fará muito bem ao país.”

ANDREA MATARAZZO – ex-embaixador do Brasil na Itália

 

“TENCIONO VOTAR DESDE QUE consiga regularizar a documentação. Conheço alguns dos candidatos. [O que espera do voto] Contribuir para fortalecer a cooperação entre a Itália e o Brasil nos domínios do desenvolvimento econômico, da solução aos problemas comuns aos dois países e fortalecer a irradiação da língua e da cultura italianas na sociedade brasileira.”

RUBENS RICUPERO – jurista e ex-ministro da Fazenda e do Meio

 

 

“NÃO SÓ VOTAREI, MAS ESTOU INCENTIVANDO as pessoas a participarem e votarem. Conheço os [candidatos] que estão concorrendo ao parlamento. No momento, o mais urgente no Brasil, Itália e em outros países também é reforçar os princípios éticos na política e tentar combater a corrupção. Infelizmente, esse quadro caótico é comum a vários países. Existe uma crise de falta de ética, valores morais, políticos e sociais que deveriam estar em primeiro lugar. Desenvolvo o site www.piemonte.org.br que é uma plataforma com conteúdo relacionado à disputa eleitoral capaz de informar e colaborar com os eleitores. O objetivo é incentivar as pessoas a votarem porque creio que essa uma obrigação moral que cabe a todos nós.”

GIOVANNI MANASSERO, vice-presidente do Circolo Italiano de São Paulo e presidente da Associação Piemontese nel Mondo

“COM CERTEZA, VOU EXERCER MEU DIREITO agora que foi concedido. É minha obrigação de cidadão italiano escolher seus representantes e não se limitar a ‘falar mal’ dos políticos sem nada fazer para escolher os que acham melhores. Se votamos mal ou, pior ainda, deixamos de votar, pagamos as consequências.”

ENRICO VEZZANI, presidente da Aeronáutica Italiana no Brasil

 

“INFELIZMENTE, TEMO QUE NÃO VENHA A VOTAR. Não sei por que, mas raras vezes recebi formulários para votação. Salvo engano, chegam com mais regularidade para meus filhos e para minha mulher do que para mim. Por isso, há algum tempo deixei de acompanhar como gostaria (e deveria) as propostas dos candidatos que moram no Brasil. Já tive mais curiosidade de saber o que pensavam e o que propunham. Mas, diante da intermitência do material de votação para mim, acabei desistindo de seguir de perto. Ainda assim, mantenho sonho antigo de ver maior aproximação entre Brasil e Itália. Sinto que, mesmo com os fortes laços italianos que temos por aqui, há um distanciamento inexplicável entre os dois países. Sinto falta de mais Itália no Brasil, da música, do teatro, da literatura, da gastronomia atual, da moda. Somos ainda, se não me engano, o país para os quais mais italianos imigraram. Quem sabe um dia nos tornemos próximos.”
ANTERO GRECO, jornalista e comentarista da ESPN Brasil

“SIM, VOTAREI. ALIÁS, COMO TENHO FEITO nas eleições anteriores. Conheço alguns [candidatos]. [O que espera do voto] A participação cidadã para indicação de representantes preparados e responsáveis, para elevar a voz dos descendentes italianos na América do Sul.”

ANTONIO AUGUSTO ANASTASIA, senador e ex-governador de Minas

 

 

 

“SIM, VOTAREI. [O que espera com o voto] Fluidez e flexibilidade das relações internacionais entre os dois países e mais investimentos culturais e administrativos da Itália em centros estrangeiros.”

SERGIO DI NAPOLI, cantor