Supremo Tribunal Federal negou pedido de habeas corpus preventivo de ex-presidente do Brasil

Vários políticos italianos de centro-esquerda assinaram um apelo contra a rejeição do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O que demonstra uma certa “preocupação” com a democracia brasileira.

“Por mais de quatro anos no Brasil está em curso uma iniciativa judicial que envolveu o ex-presidente Lula. E agora está em perigo de cair a democracia brasileira em uma grave crise. Isso é preocupante”, diz o documento.

Dentre os que assinaram o texto estão os ex-primeiros-ministros Romano Prodi e Massimo D’Alema. A secretária do maior sindicato do país, Susanna Camusso. Além dos políticos Luigi Ferraioli; Marina Sereni; Piero Fassino; Lia Quartapelle; Luciana Castellina; Pier Luigi Bersani; Vasco Errani; Guglielmo Epifani, Gianni Tognoni e Roberto Vecchi.

“Somos pessoas que vivenciaram a experiência do governo Lula e conseguimos apreciar as mudanças ocorridas naqueles anos, especialmente no nível social. Por convicções ideais e políticas, estamos próximos do povo brasileiro e de todas as forças do país”, acrescenta o texto.

Segundo o grupo de italianos, Lula “luta por justiça social, contra a pobreza, pelo desenvolvimento sustentável e pelo progresso, até mesmo, das áreas mais fracas”.

Nesta quinta-feira (5), Lula teve seu pedido de habeas corpus preventivo negado pela corte por seis votos a cinco. Ele foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4). Por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Por todas essas razões, hoje queremos expressar uma grande preocupação e um verdadeiro alarme para o risco que a competição democrática eleitoral em um grande país como o Brasil seja distorcida e envenenada por ações legais”, reforça o documento.

Os italianos ainda sustentaram uma reforma no sistema político brasileiro.

“A luta contra a corrupção é necessária para proporcionar aos cidadãos um funcionamento claro e eficaz do sistema institucional. E acreditamos que, no Brasil, como em todos os países democráticos, para combater eficazmente os fenômenos de negligência e relação imprópria entre economia e política, há a necessidade de reformas políticas profundas”.

(com informações da ANSA)