Ao todo, 252 famílias tiveram de abandonar suas casas

(ANSA) – A concessionária Autostrade per l’Italia desembolsará até a manhã da próxima segunda-feira (27) cerca de 1,5 milhão de euros para as famílias desalojadas pelo desabamento da Ponte Morandi, em Gênova, que deixou 43 mortos.

Até o momento, a empresa que administra a rodovia A10, onde ficava a ponte, já liberou 714 mil euros para suprir as primeiras necessidades de 74 famílias forçadas a abandonarem suas casas por causa da tragédia.

Por meio de uma nota, a Autostrade informou que 173 famílias já buscaram ajuda nos dois centros de atendimento abertos pela companhia em Gênova, o que equivale a 70% das 252 que foram desalojadas – a ponte passava sobre prédios residenciais, e o restante de sua estrutura que permanece de pé corre o risco de desmoronar.
Além disso, a empresa terá de pagar indenizações às famílias que perderam suas casas e aos parentes das vítimas da tragédia, ocorrida no último dia 14 de agosto. As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas, mas suspeita-se de colapso estrutural, em uma ponte que exigia caras e constantes manutenções.
A estrutura foi construída por meio de um método desenvolvido pelo engenheiro italiano Riccardo Morandi e que se baseia em uma ponte estaiada, mas com as pistas suspensas por cabos de concreto, e não de aço, como é mais comum.
O trecho que continua de pé deve ser demolido, e a ponte será reconstruída em aço pela Autostrade, considerada responsável pelo desabamento pelo governo.