Na última votação na Itália antes das eleições gerais previstas para março de 2018, cerca de 4,5 milhões de pessoas foram convocadas às urnas neste domingo (5) para escolher o novo governador da Sicília, quarta região mais populosa do país, e os 70 membros de sua assembleia legislativa.

Os colégios eleitorais foram abertos às 8h (horário local) e serão fechados às 22h, mas a apuração começará apenas na manhã desta segunda-feira (6). A Sicília é governada atualmente por Rosario Crocetta, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), cujo candidato, Fabrizio Micari, aparece em terceiro lugar nas pesquisas.

Candidatos favoritos

Os favoritos são Nello Musumeci, que é apoiado pela centro-direita de Silvio Berlusconi, mas militou durante 25 anos no neofascista Movimento Social Italiano, e Giancarlo Cancelleri, do antissistema e populista Movimento 5 Estrelas (M5S).

O vencedor será aquele cuja lista de candidatos à assembleia regional obtiver o maior número de votos válidos. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, nascido em Palermo, capital da Sicília, votou em um colégio de sua cidade às 9h35.

As eleições na região são vistas como uma espécie de termômetro para o pleito legislativo previsto para março de 2018, quando o país renovará seu Parlamento e escolherá um novo primeiro-ministro. Líder nas pesquisas em âmbito nacional, o M5S, que já controla as capitais Roma e Turim, tem a oportunidade de conquistar sua primeira região e pavimentar seu caminho para o Palácio Chigi.

Já Berlusconi pode dar um importante passo para uma aliança mais ampla com a extrema direita, principalmente a Liga Norte, de Matteo Salvini.

Por outro lado, a votação na Sicília acende um sinal de alerta no Partido Democrático, liderado por Matteo Renzi e que governa a Itália atualmente. Seu candidato, Fabrizio Micari, deve perder votos para Claudio Fava, que é apoiado por uma legenda formada por dissidentes do PD, o Movimento Democrático e Progressista (MDP).

Se a divisão na centro-esquerda se repetir em âmbito nacional, Renzi pode ter dificuldades para superar o M5S ou até mesmo uma ampla aliança da direita nas eleições para primeiro-ministro. (ANSA)