O prefeito de São Paulo, João Doria e o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, se reuniram nesta sexta-feira (13) e falaram sobre suas intenções de estreitarem laços entres as cidades

Segundo a Ansa, a intenção envolve acordo em quatro áreas: mobilidade urbana, segurança, sustentabilidade e desenvolvimento cultural.

“Estamos desenvolvendo quatro pontos importantes. A primeira é a mobilidade urbana, que é um problema em São Paulo e Milão. Estamos tentando desenvolver a mobilidade sem gerar impacto ambiental”, disse o tucano, que chegou ontem à Itália.

Para Doria o modelo de seguranção em Milão poderia ser totalmente transferido e utilizado em São Paulo. Já em projetos culturais, eles pretendem restaurar monumentos, o que já vem acontecendo em São Paulo com algumas praças.

“Outro ponto interessante é o envolvimento da segurança privada”. Há sempre um esforço de fazer Milão e São Paulo serem cidades-espelhos”, afirmou Doria.

“São acordos de colaboração, os quais serão assinados quando tivermos certeza de que poderão entrar em vigor no dia seguinte”, disse Sala, que também veio do meio empresarial e foi o delegado da exposição universal Expo Milão 2015. “Quero retribuir o convite de Sala para que o prefeito possa visitar São Paulo, pois neste momento estamos restaurando a Praça Milano”, disse.

O prefeito de São Paulo também se reuniu com o presidente da Pirelli, Marco Tronchetti Provera.

“A Pirelli vai aumentar seus investimento no Brasil. Isto será certo que ocorrerá, porque o mercado brasileiro começará a ser retomado no ano que vem. A Pirelli já sentiu a retomada do mercado automobilístico brasileiro”, disse Doria. Segundo o prefeito, Marco Tronchetti Provera também prometeu que falará com os investidores chineses sobre a proposta. “Ele vai perguntar aos investidores chineses sobre essa possibilidade. Foi um encontro muito positivo. Provera deve ir para São Paulo em março”, contou Doria.

Sobre o assunto Battisti, que vem sendo notícia nos dois países, Brasil e Itália, Doria e Sala estão do mesmo lado e afirmaram a Ansa que acham que o Brasil deve extradita-lo.

“Temos uma visão comum sobre isso, mas cabe ao governo brasileiro. Torço para que a extradição seja feita em breve, até porque as últimas declarações de Battisti me deixaram perplexos”, contou Sala. “Battisti precisa ser extraditado e responder aqui na Itália pelo processo ao qual foi condenado”, acrescentou Doria.