Três dias após a reunião com o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, viajou nesta segunda-feira (18) a Berlim e se encontrou com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para discutir a resposta da União Europeia à crise migratória no Mediterrâneo

A reunião aconteceu após a crise do navio Aquarius, que resgatou 629 pessoas no mar e foi proibido de atracar em portos italianos e malteses, tendo de se dirigir à Espanha, a mais de mil quilômetros de distância.

Segundo Merkel, a Europa precisa oferecer mais “solidariedade”.

“A Itália é um dos países que mais acolhem e acolheu muitos migrantes. Pretendemos colaborar muito estreitamente”, afirmou Merkel, que se vê ameaçada por sua base conservadora justamente por causa da política de portas abertas da Alemanha.

“Precisamos de soluções europeias, sem desencadear dinâmicas bilaterais que arriscam constituir o fim de Schengen”, reforçou Conte, em relação à área de livre circulação dentro da UE. “Os temas da imigração e da governança econômica da UE podem e devem ser ocasiões para construir uma Europa mais forte”, disse.

Já Merkel defendeu potencializar a Frontex, agência europeia para controle de fronteiras, e proteger os limites externos do bloco, incluindo o Mediterrâneo. Segundo o último relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), referentes a meados de 2017, a Alemanha acolhe 1,3 milhão de pessoas, o maior número entre os países da Europa Ocidental.

Isso equivale a 1,6% de sua população. Na Itália, com 292,9 mil refugiados ou solicitantes de refúgio, esse índice é de 0,5%.

(Agência ANSA)