Futuro premier terminou consultas com partidos no Parlamento

(ANSA)

O premier encarregado da Itália, Giuseppe Conte, afirmou que dedicará nesta sexta-feira (25) a elaborar uma lista de ministros para o presidente Sergio Mattarella, que tem a prerrogativa de aceitar ou rejeitar as indicações.

A declaração foi dada nesta quinta-feira (24), após o professor e advogado de 53 anos ter concluído as consultas com os partidos no Parlamento para verificar quem apoiará seu governo. “Dedicarei o dia inteiro amanhã a elaborar uma proposta a ser submetida ao presidente da República. Os ministros que apresentarei serão políticos, pessoas que compartilham os objetivos e programas do governo da mudança”, disse Conte. No entanto, apesar de suas declarações, os nomes dos ministros estão sendo definidos pelos líderes dos dois partidos da maioria de governo: Luigi Di Maio, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), e Matteo Salvini, da ultranacionalista Liga.

Sem experiência política, Conte foi indicado pelas duas legendas já que Salvini não aceitou participar de um governo guiado por Di Maio, e vice-versa. Ele é professor de direito na Universidade de Florença e virou alvo de críticas por ter “inflado” algumas passagens de seu currículo, como estudos em centros de ensino estrangeiros.

Conte deve ter pelo menos 171 dos 320 votos no Senado (10 a mais que a maioria mínima) e 352 dos 630 na Câmara (36 a mais que o necessário). Além de M5S e Liga, o futuro primeiro-ministro contará com o apoio do Movimento Associativo dos Italianos no Exterior (Maie) e de parlamentares que se desligaram do partido antissistema.

Ministros 

Nenhum ministro do novo governo foi anunciado oficialmente, porém o mais cotado para assumir a pasta de Economia e Finanças é o professor Paolo Savona, 81 anos, que desperta desconfiança em Mattarella por causa de suas posições eurocéticas.

A Presidência da República afirmou que não haverá nenhum veto, mas disse que não aceitará “imposições” dos partidos de maioria. Mattarella também tem dúvidas quanto à real independência de Conte no cargo de primeiro-ministro.

Já Salvini é cotado como ministro do Interior, onde poderia colocar em prática seu plano de deportar 500 mil imigrantes clandestinos e de restringir a instalação de mesquitas. Por sua vez, Di Maio deve assumir um “Superministério” do Trabalho e do Desenvolvimento Econômico, onde ficaria responsável pela “renda de cidadania”, bandeira do M5S.