PARTIDO DEMOCRÁTICO (PD)

FABIO VICENZI

QUEM É E O QUE PROPÕE

Diretor de consultoria internacional com sedes em São Paulo e Roma, Fabio Vicenzi, 46 anos, concorre a uma vaga no Parlamento Italiano pelo Partido Democrático (PD).  Entre as suas propostas, está a que determina isonomia entre cidadãos italianos residentes na Itália e aqueles residentes no exterior, através da interpretação, aplicação e/ou regulamentação do art. 3 da Constituição Italiana e art. 2 do Tratado da União Europeia. Ele também propõe a “continuidade territorial” entre a Itália e os cidadãos residentes no exterior, partindo da reinterpretação e extensão desse conceito, já existente na Itália e na Europa, que atualmente permite a conexão entre os italianos de algumas ilhas italianas com a Itália, a custo fixo e baixo para todos os italianos, mesmo que residentes no exterior.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

FABIO VICENZI — Através da correta aplicação dos recursos oriundos da taxa do processo de cidadania italiana (Lei n. 89 de 23/07/14), em pessoal qualificado, máquinas, equipamentos e processos, com possível revisão do percentual de retorno para os consulados, acompanhada da implementação do conceito de “simplificação” do processo de cidadania, para tornar mais fácil, ágil, econômico,  efetivo e digno o reconhecimento da cidadania, que é apenas, como o próprio nome já diz, um reconhecimento a quem já é cidadão italiano em razão do jus sanguinis. E a adoção de soluções como a transmissão digital e certificada de documentos entre consulados e a administração pública italiana; eliminação da exigência de tradução juramentada e sua substituição por autodeclaração de documentos por parte dos próprios cidadãos; adoção e melhoria de soluções tecnológicas para maior agilidade e transparência do processo, que deve ser online. Tudo seguido de perto e acompanhado pela criação de uma Ouvidoria da Cidadania Italiana.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

FABIO VICENZI — Ser tratada com isonomia em relação aos demais cidadãos italianos, independentemente de ser imigrante originário ou de outra geração. Isso se traduz em igualdade de tratamento com o residente na Itália, com o mesmo respeito, dignidade e atenção. Outros anseios também são sentidos, como o desejo de maior informação e integração com a realidade cultural, social e econômica italianas. Com base nessas premissas, criarei uma rede internacional apoiando a italianidade baseada no diálogo entre cultura empresarial, acadêmica, tecnológica e esportiva a serviço de todos, como novo modelo sustentável de desenvolvimento econômico e social descentralizado, gerando a experimentação efetiva de uma Itália em todos e para todos os italianos.

Site: https://www.fabiovicenzi.com/

 

FAUSTO LONGO

QUEM É E O QUE PROPÕE

Arquiteto e urbanista, Fausto Guilherme Longo, 65 anos, é filiado ao PSI (Partido Socialista Italiano), que integra a coalizão liderada pelo Partido Democrático (PD). Foi senador no Parlamento Italiano na 27ª Legislatura. No Brasil, foi, entre outras funções, secretário de Turismo em Piracicaba (SP), gerente de Ação Regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e coordenador de Comunicação Social do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia da Presidência da República. Longo quer ampliar os direitos já conquistados pelos italianos no exterior e promete ferrenha oposição contra os que tentarem derrubá-los no Parlamento. Promete também insistir na promoção e difusão da língua italiana como instrumento de inserção para que as pessoas se sintam pertencentes à Itália. Longo foi um dos senadores que votaram a favor da liberação de 5 milhões de euros para a preservação da cultura italiana no exterior. Ele também defende a transmissão de cidadania pelas mulheres, pela lei que garante a transmissão de cidadania para trentinos, e promete trabalhar pela ampliação e eficiência da rede consular.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

FAUSTO LONGO — No Senado, procuramos evidenciar a necessidade de se estabelecer uma forma de olhar a comunidade italiana no exterior, ou seja, como um efetivo recurso estratégico, e não como um peso. Foi um avanço conseguir que 30% da taxa da cidadania retornem aos locais de origem. Logo, os resultados aparecerão, tais como: permitir que os próprios consulados possam implantar melhorias no atendimento e agilizar o processo de reconhecimento da cidadania. Vamos acompanhar de perto para seja reduzido efetivamente o longo tempo de espera e a tão decantada “fila da cidadania”.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

FAUSTO LONGO — Buscam atendimento mais eficiente por parte da rede consular, maior agilidade nos processos de reconhecimento da cidadania e superação da questão dos trentinos e das mulheres nascidas antes de 1948. E buscam ainda alternativas mais justas nos temas que pertencem a tratados bilaterais. Na questão da saúde, conseguimos promover o acordo de cooperação entre a Úmbria e o estado de São Paulo, assinado em janeiro de 2018, que vai permitir a troca de tecnologia entre os dois países.

Sites: https://m.facebook.com/faustolongo.com.br/?ref=bookmarks

http://www.faustolongo.com.br

 

PASQUALE MATAFORA

QUEM É E O QUE PROPÕE

Funcionário da Embaixada Italiana e candidato pelo Partido Democrático (PD), Pasquale Matafora, 60 anos, tem como principais metas políticas o retorno integral da taxa de cidadania para a comunidade italiana presente na América do Sul, para fortalecer os serviços consulares e garantir a aplicação de recursos para a contratação de pessoal e informatização; o aprimoramento do sistema de Prenota Online de passaportes e direito ao atendimento presencial diário; a criação da “Fundação Itália” destinada a todos os ítalo-descendentes da América do Sul, que oferecerá  bolsas de estudo e acesso a um fundo de assistência social; a abertura de linhas de crédito para empresários que compram equipamentos ou mantenham relações comerciais com a Itália, colaborando para o desenvolvimento e crescimento necessário das duas pátrias e a implementação de intercâmbios culturais e comerciais.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

PASQUALE MATAFORA — Nossa estrutura consular está subdimensionada. Para atender a demanda, não podemos permanecer dessa forma. A rede consular necessita de mudanças emergenciais. Minha proposta é que os recursos oriundos da taxa de cidadania retornem integralmente aos consulados, permitindo a contratação de pessoal, informatização (como digitalização de todos os arquivos), e acesso em tempo real dos processos e requerimentos de cidadania e, portanto, a melhoria de todos os serviços e agilidade para diminuir as filas.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

PASQUALE MATAFORA — A comunidade italiana quer respeito, ser representada plenamente sem sofrer um tratamento inferior. Tenho visto isso acontecer nos últimos 26 anos de trabalho. Muitas vezes funcionários constrangendo os cidadãos italianos. Respeito também inclui serviços consulares eficientes, sem filas de 10 a 30 anos de espera pela cidadania, passaportes prontos em prazos de poucos dias, cursos acessíveis de italiano e oportunidade de manter o vínculo com a pátria, culturalmente ou comercialmente. Tudo isso é respeito recíproco e um justo tributo da epopeia da emigração. Uma epopeia maravilhosa que me faz sentir orgulho de ser italiano.

Site: https://www.pasqualematafora.com.br/

 

                                                                  CIVICA POPOLARE

 

ELAINE STARLING DE ARAÚJO

QUEM É E O QUE PROPÕE

Candidata do Civica Popolare a uma vaga na Câmara, a advogada Elaine Starling de Araújo tem 42 anos. Vice-presidente do Comites de Brasília (criado em 2015 para atender seis estados), ela tem como uma de suas principais bandeiras políticas a valorização dos Comites e dos CGIE e a difusão da língua italiana em toda a América do Sul. Ela anseia pela desburocratização das traduções. Hoje, explica Elaine, o Brasil reconhece apenas os tradutores juramentados. São poucos os profissionais oficialmente reconhecidos pela legislação para atender uma população de milhões de pessoas. Elaine anseia também por uma padronização dos serviços consulares e promete trabalhar por um processo mais ágil de reconhecimento de cidadania italiana, sem qualquer tipo de  limitação de geraç& atilde;o. Elaine quer tornar o sistema Prenota Online mais abrangente e funcionando ininterruptamente, para o agendamento do passaporte ou cidadania ao reconhecimento a naturalização por casamento. A candidata vai propor o agendamento de passaporte itinerante para atender aos italianos que vivem em cidades mais distantes do Consulado Geral.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

ELAINE STARLING — Com o empenho de equipe de voluntários para realizar o recadastramento tanto dos que requerem a cidadania, quanto os que solicitam o passaporte, com agendamento no Prenota Online durante 24 horas, permitindo o acesso independentemente do fuso horário.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

ELAINE STARLING — Os principais anseios da comunidade italiana no Brasil são as respostas mais rápidas quanto aos pedidos de cidadania italiana e também a agilização da emissão de passaporte, além de uma maior difusão da cultura italiana.

site: https://www.facebook.com/Elaine.Starling

 

RENATA BUENO

QUEM É E O QUE PROPÕE

Concorrendo pelo Civica Popolare, a advogada Renata Bueno, 38 anos, foi vereadora em Curitiba e elegeu-se deputada italiana pela União Sul-Americana dos Emigrantes Italianos (USEI) no pleito de fevereiro de 2013, sendo, assim, a primeira ítalo-brasileira a ingressar no Parlamento Italiano. Integrante e criadora do movimento “Passione Italia”, Renata pretende levar adiante no Parlamento inúmeras propostas, dentre as quais o apoio a parcerias entre universidades públicas e privadas da Itália e os demais países da América Latina e fomento diversas modalidades de intercâmbio entre empresas; acordos para o reconhecimento de diplomas entre Itália e os países da América Latina e para o duplo diploma; maior difusão do ensino de língua italiana nas escolas públicas na América do Sul; a revisão do sistema Prenota Online, incluindo a criação de uma lista de espera física como alternativa para quem não tem acesso à internet, a flexibilização dos horários de atendimento e um canal de informações aos cidadãos; acompanhamento junto às autoridades a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, em negociação há quase 20 anos.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

RENATA BUENO — Em meu primeiro mandato, consegui importantes avanços nesse aspecto. Atuei na efetivação da Convenção da Apostila de Haia, que havia sido assinada pelo Brasil em 1961, mas ainda não estava em vigor. O acordo é fundamental na simplificação da legalização de documentos entre países e, portanto, essencial na agilização do processo de reconhecimento de cidadania italiana. Pontualmente, em 2016 consegui a inédita aprovação da emenda de autoria própria e individual que destinava 2 milhões de euros, correspondente ao aumento de 20% dos recursos destinados aos consulados italianos na América do Sul, para a prestação de melhores e mais ágeis serviços. Obtivemos a abertura — através de concursos — de 100 vagas para os consulados e de outras 250 para funcionários para carreira diplomática contratados por concurso pelo Ministério Relações Exteriores da Itália.  Essa e outras medidas poderão, a partir deste ano, contribuir significativamente para a diminuição das filas e para a melhoria dos serviços prestados, que hoje deixam muito a desejar.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

RENATA BUENO — Basicamente, uma melhoria nos serviços consulares. Falta cordialidade, agilidade e eficiência em muitos setores, principalmente no Prenota Online, que também sofre com a falta de segurança, fazendo com que o portal seja manipulado por despachantes que cobram por um serviço que é direito do cidadão. Já fiz várias denúncias a esse respeito, mas ainda não obtivemos resposta concreta.

site: http://www.renatabueno.com.br

 

SILVIA ALCIATI

QUEM É E O QUE PROPÕE

A arquiteta Silvia Alciati, 43 anos, nasceu em Turim. Cidadã honorária de Belo Horizonte, ela concorre, como deputada, a uma vaga no Parlamento Italiano. Atuou em diferentes associações, sendo, inclusive,  presidente do Comites de Minas Gerais. Atualmente, é conselheira do CGIE na Comissão Continental da América Latina. Dentre suas propostas, destacam-se a criação de um Departamento ou um Ministério para as Políticas Migratórias; o fortalecimento do Sistema Itália, apresentando-o as autoridades locais e a Administração Italiana; o fomento do aprendizado da língua italiana, com extensão para a criação de bolsas de estudos, intercâmbios e a inserção do italiano nas escolas públicas da América do Sul; a realização de acordos bilaterais para o reconhecimento dos diplomas de estudos; incentivo para finalização do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul e reconhecimento dos direitos à cidadania de descendência por via materna e dos trentinos.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

SILVIA ALCIATI — Nos consulados, garantir financiamentos proporcionais às atividades realizadas para a contratação de mais funcionários e homogeneizar os procedimentos entre eles. Desenvolver e melhorar o sistema de atendimento online. Simplificar o processo de apresentação dos documentos para a cidadania.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

SILVIA ALCIATI — Os italianos no exterior são embaixadores do Made in Italy, que esperam ser valorizados através de maiores investimentos em serviços e acordos bilaterais em todas as áreas.

site: https://www.facebook.com/SilviaAlciati2018/

 

SIMONE SEHNEM

QUEM É E O QUE PROPÕE

Integrante do movimento “Passione Italia”, da lista Civica Popolare, a professora e doutora Simone Sehnem pretende, entre outras ações, levar ao Parlamento Italiano mais agilidade no processo de reconhecimento de cidadania italiana para descendentes de imigrantes sem limitação de gerações; a alteração da Lei 379/2000 alusiva ao reconhecimento dos descendentes do Império Austro-Húngaro para que seja aberta mais uma janela temporal de reconhecimento ou até retirada toda e qualquer limitação aos descendentes destes imigrantes; a melhoria e padronização dos serviços consulares, incluindo a finalização da cidadania pela Lei 379/2000 sem distinção e preconceito; reformulação do Prenota Online para agendamento de passaporte e de cidadania, permanecendo aberto todo o dia para que não exista o diferencial de potência de conexão; o agendamento de passaporte itinerante para atendimento dos moradores de região mais distante do consulado Geral e o programa para difusão da língua italiana para os descendentes de imigrantes e apoio a todas as festas e manifestações culturais nas colônias italianas do território brasileiro.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

SIMONE SEHNEM — Mutirões de passaporte itinerante para atendimento dos moradores de região mais distante do Consulado Geral e abrir o agendamento prenottamento on line 24 horas para facilitar o acesso. Estamos em uma equipe de pessoas trabalhando voluntariamente para realizar um recadastramento dos processos para ter um número exato e assim conseguir agilizar o agendamento.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

SIMONE SEHNEM — O principal anseio da comunidade italiana no Brasil se refere a respostas efetivas sobre filas de espera pela cidadania e passaportes e também a ações que preservem e difundam ainda mais a cultura.

site: https://www.facebook.com/sehnemsimone/?ti=as

 

                                                    SALVINI-BERLUSCONI-MELONI

CESARE VILLONE

QUEM É E O QUE PROPÕE

Integrante da lista Salvini-Berlusconi-Meloni, Cesare Villone, 58 anos, foi conselheiro do CGIE. Atualmente, coordena o Sistema Italia em Fortaleza. Para Villone, a reforma do cadastro dos italianos no exterior, o Aire (Anagrafe degli Italiani Residenti all’Estero), não pode ser mais adiada. Villone deseja um tratamento igualitário entre os italianos residentes na Itália e os italianos residentes no exterior, no âmbito da saúde, impostos, previdência e assistência social. Além destas propostas, o candidato também buscará a eliminação das regras que penalizem quem resida fora da pátria; o reforço da rede e dos serviços consulares; a reconstituição do Ministério para italianos no exterior; a constituição da 21ª Região Italiana (região exterior); a reforma profunda no sistema de representação do nosso Made in Italy no mundo, com internacionalização de empresas italianas; a criação de um fundo “microcredito lavoro” (microcrédito Trabalho) para apoiar italianos que queiram iniciar ou implementar atividade comercial de microempresas no exterior; a implantação do “microcredito studio” (microcrédito estudo) para apoiar jovens estudantes que pretendem realizar estágio na Itália ou em outros países; desenvolvimento do  “microcredito solidale” (microcrédito solidário) destinado a cidadãos italianos que se encontram em dificuldades no exterior e a valorização dos institutos culturais no exterior.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

CESARE VILLONE — Infelizmente, a situação de espera pela cidadania persiste apesar das muitas promessas feitas pelo governo. Em uma condição dramática como essa, a única coisa a ser feita é a criação de uma força-tarefa de emergência, posicionada, por exemplo, na Embaixada, que trabalhará somente para agilizar as cidadanias de cidadãos que esperam há anos no Brasil, de tal maneira criará as condições para que os consulados possam trabalhar em tempos razoáveis e não acumular mais atrasos. Para passaportes e serviços consulares em geral, será necessário rever o sistema de agendamento on-line, mas, em qualquer caso, deverá ser possível, em casos particulares, receber usuários sem agendamento.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

CESARE VILLONE — Os conterrâneos que vivem fora da Itália, principalmente aqueles que vivem em realidades territoriais com um nível de qualidade de serviços inferior ao europeu, basicamente pedem para ser apoiados em questões relativas a: direito à saúde, à educação para os filhos, proteção das faixas mais indefesas, previdência, assistência, emergência, cultura e integração. Para obter resultados concretos, é necessário começar da base. Fundamental será a reforma do Aire, que hoje não funciona.

 

LUÍS ROBERTO DI SAN MARTINO-LORENZATO DI IVREA

Advogado e empresário viticultor, Luís Roberto di San Martino-Lorenzato di Ivrea, 46 anos, é candidato a deputado pela lista Salvini-Berlusconi-Meloni. Filiado ao Lega, Lorenzato pretende criar uma ouvidoria também em português e espanhol para receber sugestões, elogios e eventuais reclamações dos serviços prestados nos consulados; estabelecer acordos de cooperação entre hospitais públicos italianos e brasileiros para atendimento aos cidadãos mútuos e intercâmbio dos profissionais de saúde; impedir a mudança da lei de cidadania pelo direito de sangue, jus sanguinis; garantir benefícios que brasileiros com a cidadania italiana têm direito; obter a cidadania italiana de forma automática, uma vez que não exista a interrupção por renúncia desde o bisavô até os requerentes e promover um canal contínuo de comunicação entre representantes no parlamento italiano e eleitores da comunidade ítalo-brasileira.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

LUÍS ROBERTO — Ativando os vice-consulados e agências consulares; contratando funcionários locais, pois hoje são apenas honoríficos.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

LUÍS ROBERTO — Atendimento perto de sua casa, tratamento respeitoso por parte das autoridades públicas; agilidade nos reconhecimentos administrativos da cidadania, pois — já que nascemos italianos — quem tem que provar que não somos italianos é o consulado, apresentando alguma renúncia ou naturalização que interrompa a transmissão do direito de sangue; falta de valorização dos ítalos descendentes por parte das autoridades; a fragilidade dos sistemas consulares, que foram, de propósito, centralizados para criar dificuldades. Temos vários vice-consulados fundados desde o final do século XIX e agências consulares que poderiam funcionar efetivamente em todo o território brasileiro.

Site: www.votepelacidadaniaitaliana.com

 

 

                                                                 LIBERI E UGUALI

WALTER MAIEROVITCH

QUEM É E O QUE PROPÕE

Do Movimento Democrático e Progressista (Articolo Uno) fundado na Itália pelos dissidentes do Partido Democrático (PD), o jurista e professor Walter Fanganiello Maierovitch foi secretário Nacional Antidrogas na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. É juiz eleitoral e representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização dos Estados Americanos (Cicad). Maierovitch fundou o Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de estudos criminais, do qual é presidente. Além de escritor, é comentarista da rádio CBN. O primeiro item das propostas dele é encurtar a distância entre representante (parlamentar) e representados (eleitores). Diante desse contexto, ele idealizou um sistema de rede telemática para a comunicação, 24 horas, com os cidadã. Esse mesmo projeto foi acolhido pela educadora Silvana Rizzioli, companheira de chapa de Maierovitch e candidata ao Senado. Segundo o candidato, o sistema funcionará como um “doppio binário”, ou seja, mão dupla, pois o representante necessita também colher informações e saber das posições e opiniões dos representados. Servirá, ainda, como uma espécie de prestação de contas 24 horas.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

WALTER MAIEROVITCH — O movimento Liberi e Uguali, por provocação minha e de Silvana Rizzioli, comprometeu-se, pelo seu representante Roberto Speranza, a apoiar nossa luta contra as filas e a exorbitante taxa de 300 euros. Somos contra a taxa. Com isso, quero deixar claro que um parlamentar — sem apoio do seu partido —, não conseguirá resolver o problema das filas com atuação escoteira. É inaceitável, já que a nacionalidade italiana decorre do jus sanguinis e não do ius solis (lugar onde se nasceu), o atraso na concessão da cidadania requerida. É uma vergonha se adiar, atrasar o reconhecimento do direito à cidadania. O atraso causa, numa mesma comunidade, dois tipos de italianos, uma vez que os consulados e as embaixadas não declaram direito à cidadania, pois apenas o atestam e formalizam. A respeito, vou lutar não só para terminar com as filas e esperas, mas também para, por legislação moderna, criar um sistema alternativo a permitir prazo de duração máxima, sanções e alternativas com a multiplicação de juntas auxiliares, com membros a deter fé pública nas informações. Também usarei o instituto da representação para acionar a Magistratura do Ministério Público a fim de tomar providências legais contra  situações abusivas. E, com apoio de Liberi e Uguali, exigiremos providencias do Ministério de Relações Exteriores. A propósito, devemos ter representações consulares em mais estados federados brasileiros. Mais ainda, muitos “oriundi”, sem condições econômicas, com renda mínima ou baixa, não têm acesso a obtenção de reconhecimento de cidadania. Serviços gratuitos precisam ser implementados a atender esses excluídos. E a cidadania deve ser condicionada ao conhecimento mínimo da língua e cultura italianas, uma exigência em muitos países do Primeiro Mundo.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

WALTER MAIEROVITCH — Com todos os que consultam e aos lhes falar do meu projeto de resgate e difusão da italianidade colocam isso como prioridade fundamental. Afinal, não devemos mais em fazer pela Itália do que exigir que a Itália faça por nós.

Site: http://votafanganiello.com/

 

                                       MAIE (MOVIMENTO ITALIANI ALL’ESTERO)

ANTONIO LASPRO

QUEM É E O QUE PROPÕE

Advogado, Antonio Laspro, 78 anos, é candidato pelo Maie (Movimento Italiani all’Estero). Foi, entre outros, diretor da SAI (Società Assicurativa Industriale de Torino), empresa do grupo Sulamerica de Seguros, e da Generali do Brasil. Foi também coordenador da América do Sul do Comitato Italiano Tricolore nel Mondo (CITM) e hoje preside a Comissão jurídica do Comites de São Paulo. Por 12 anos integrou Conselho Geral de Italianos no Exterior (CGIE). Suas propostas consistem em: suspender a taxa dos 300 euros; incentivar os intercâmbios culturais, universitários (com bolsas de estudos) e comerciais entre Itália e Brasil; buscar atendimento mais adequado para italianos no exterior junto ao Ministério das Relações Exteriores e, por fim, ampliar e qualificar o atendimento aos descendentes jus sanguinis.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

ANTONIO LASPRO — Minha experiência de 30 anos no Comites, além de 12 anos no Conselho Geral dos Italianos no Exterior (CGIE) e de 30 no Patronato, permite-me ter muitos contatos no ministério. Um trabalho capilar para fortalecer as estruturas consulares. Porém quero entrar pela porta principal, como deputado, para o devido sucesso. Lutar para ter nos consulados mais pessoal para servir aos usuários com dignidade, resolvendo a vergonhosa fila de cidadania e da emissão dos passaportes.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

ANTONIO LASPRO — Diminuir as filas e melhorar o atendimento.

 

LUÍS MOLOSSI

QUEM É E O QUE PROPÕE

Advogado, Luís Molossi, 52 anos, candidato pelo Maie (Movimento Italiani all’Estero), é membro do Comites (Paraná e Santa Catarina) desde 2005. Foi primeiro suplente Maie nas eleições de 2013. A base de suas propostas está direcionada à juventude, no âmbito da educação, da cultura e do desenvolvimento profissional; à comunidade italiana, com enfoque nas áreas social, de saúde e de cidadania; aos direitos civis, na busca pela diminuição da burocracia e na ampliação e facilitação do acesso aos serviços consulares, e à economia, ampliando acordos bilaterais entre Brasil e Itália.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

LUÍS MOLOSSI — O problema está no fato que o que é arrecadado aqui com todos esses serviços – e são muitos e caros – geram receitas importantes. Só o Consulado de Curitiba (PR e SC) arrecadou a quantia de 1 milhão e 250 mil euros em 2016,com apenas nove funcionários. Isso é absolutamente rentável, mas o problema é que esses recursos são depositados no caixa geral em Roma, e aqui a equipe consular deve continuar o trabalho em condições precárias, com excesso de demanda, o que compromete o atendimento ao cidadão que precisa das práticas consulares, o que é um direito, e não se discute. Buscaremos reduzir esse problema, e até eliminá-lo com a aplicação de 100% da taxa da cidadania, os famosos 300 euros cobrados há mais de três anos e que nunca foram vistos por aqui, nem na véspera da eleição, como prometido, ou a destinação de parte do orçamento para a contratação de novos empregados, como já defendido no ano passado pelo nosso presidente Ricardo Merlo. Os recursos existem. Basta vontade e força política para que nos sejam destinados.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

LUÍS MOLOSSI — Aqui, parece que temos um abismo entre nós, descendentes (netos, bisnetos e trinetos) dos primeiros imigrantes, que fizemos a vida aqui, mas mantivemos o vínculo com a origem e as gerações que se sucederam na Itália e que acham que o Brasil é apenas praia, carnaval e samba. Se olharmos para o Brasil atual, ainda temos divisões importantes nos aspectos econômicos e sociais. Se olharmos o Sul em confronto com os demais estados brasileiros, ainda somos uma minoria. Apenas nas últimas décadas é que o Brasil, em algumas regiões, passou a produzir produtos e serviços dignos de serem reconhecidos como marcas de qualidade e, aos poucos, estão fazendo com que até empresas italianas passem a considerar a possibilidade de investir e produzir aqui. Nossa qualidade de vida é um valor conquistado com muito trabalho e esforço de várias gerações. Mas o turista italiano, na média, quer o calor, as praias do Nordeste e o carnaval. Só aqueles que têm vínculos familiares ou de negócios privilegiam nossa região, aqui no Sul, onde está preponderantemente fixada a maioria dos descendentes desta grande diáspora. Ainda bem que estes são muitos e estão aumentando cada vez mais devido ao bem-estar, à sensação de uma grande família que ainda proporcionamos, coisa que está desaparecendo na Itália.

site: http://www.luismolossi.com/

 

WALTER PETRUZZIELLO

QUEM É E O QUE PROPÕE

Candidato pelo Maie (Movimento Italiani all’Estero), o advogado Walter Antonio Petruzziello, 66 anos, defende a tese de que n]ao se deva falar de interesse de italianos no Brasil, mas sim de italianos no exterior. Segundo ele, o que for feito contra ou a favor dos italianos no exterior afetará todos, independentemente do país em que se vive. Ele prega por um Parlamento integrado e atento aos apelos dos italianos no exterior. Uma de suas propostas é uma lei que reconheça a cidadania para filhos de mãe italiana nascidos antes de 1948, recuperando o conteúdo da Lei 379, que tratava dos descendentes do Império Austro-Húngaro, no caso, os Trentinos. Petruzziello anseia também por uma lei que obrigue os Consulados (e os Comunes) a registrar as pessoas com o nome completo registrado no exterior.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

WALTER PETRUZZIELLO — Esse é um trabalho de relacionamento com o executivo. Porque, na Itália, os parlamentares não comandam e não têm poder na administração pública como no Brasil. Tem que ser feito um trabalho de convencimento, mostrar a necessidade de reforçar as estruturas consulares e procurar alternativas para o atendimento. Por exemplo: Por que o interessado não pode encaminhar a documentação via sistema eletrônico? Hoje se acessa contas bancárias movimentando milhões sem ir ao Banco. Por que não se pode movimentar um documento?  Que tal a pessoa depositar seus dados biométricos no momento do reconhecimento da cidadania e quando necessitar pede seu passaporte, pagando a taxa e tendo o mesmo devolvido pelo correio? Alguém se negaria a pagar as despesas de correio?

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

WALTER PETRUZZIELLO — Acredito que os anseios de hoje são os mesmos dos últimos dez ou quinze anos. Ser bem tratado pelo funcionário consular, conseguir seu agendamento para passaporte e não ter que esperar 10 anos para obter o reconhecimento da sua cidadania italiana, que —queiram ou não — é um direito que a lei lhe deu.

Site: https://www.facebook.com/PetruzzielloDeputado/

 

                                 UNITAL (UNIONE TRICOLORE AMERICA LATINA)

DANIEL TADDONE

QUEM É E O QUE PROPÕE

Integrante da lista Unital, o empresário e sociólogo Daniel Taddone, 39 anos, foi presidente do Comites e ex-funcionário consular e do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo. Ele defende como principal proposta, uma emenda constitucional que incluísse o direito à cidadania iure sanguinis na Constituição italiana. Para ele, a verdadeira batalha de um parlamentar eleito no exterior é assistir aos cidadãos, estar perto e pronto a auxiliar nos problemas reais do dia a dia: problemas com pedido de passaporte, de registro de filhos, da cidadania, tentar estabelecer parcerias no campo cultural e educacional, dentre outras ações de apoio.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

DANIEL TADDONE — A forma mais efetiva é protestar sem descanso, denunciando as ilegalidades das filas de espera e exigindo do Governo que cumpra sua parte, usando de forma efetiva os mais de 16 milhões de euros arrecadados em três anos apenas no Brasil. Como podemos aceitar passivamente o argumento de que não há recursos, quando só no Brasil foram arrecadados mais de 60 milhões de reais? Isso resolveria a questão da cidadania e acabaria com a espera indecente para se conseguir um agendamento para a emissão do passaporte. Os parlamentares devem exigir o cumprimento das leis e o respeito ao cidadão, sobretudo trabalhando para que os consulados sejam ambientes agradáveis e acolhedores, e não locais que inspirem medo e revolta nos cidadãos.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

DANIEL TADDONE — Sem dúvida nenhuma o principal anseio é ter serviços consulares eficientes e que ocorram dentro do prazo definido nas leis. Além disso, as pessoas querem ser atendidas por funcionários que lhes tratem com respeito e empatia e não rudeza e indiferença. Felizmente, temos ótimos funcionários consulares, alguns dos quais foram meus colegas e que tenho a honra de ter como amigos, mas por outro lado a percepção dos cidadãos é que estes são a minoria. Outro anseio da comunidade é que a Itália nos reconheça como parte dela, pra valer. Somos um recurso inestimável para a Itália, mas nos sentimos esquecidos e isso já dura décadas. A Itália depois de todos esses anos continua sem conhecer esta outra Itália que existe no exterior. Os descendentes se sentem abandonados e aqueles que tentam se reaproximar muitas vezes são mal recebidos, seja nos consulados ou na Itália.

site: http://www.taddone.it/

 

THIAGO ROLDI

QUEM É E O QUE PROPÕE

O empresário Thiago Vicente Roldi, 36 anos, é o primeiro candidato ítalo-capixaba que se apresenta às eleições italianas. É empresário e filiado ao Maie (Movimento Italiani all’Estero), porém integra a lista Unital. Suas propostas são: a criação de intercâmbio de linhas de financiamento de projetos em áreas tecnológicas, culturais e de capacitação profissional, dentre outros; a melhoria do serviço consular, reivindicando ao governo a contratação de mais funcionários; o desenvolvimento de um portal da transparência, que fiscalize a utilização dos recursos do Governo italiano para os consulados, acompanhe o andamento de processos e de procedimentos consulares e divulgue informações sobre editais e recursos para comunidade italiana.

COMUNITÀ — Como pretende ajudar a reduzir as filas de espera pela cidadania e passaporte nos consulados no Brasil?

THIAGO ROLDI — Á única maneira é ter funcionários de carreira ou sob contrato. Em curto prazo, algumas medidas podem ser tomadas: primeiro, a confecção de passaporte. Cada consulado, vice-consulado ou consulado honorário deve ter uma máquina de impressão digital, com um funcionário capacitado para fazer o trabalho; segundo, a cidadania. O sistema Prenota Online não funciona. No nosso entendimento, o sistema ideal seria esse: o pedido de cidadania seria feito por bloco familiar, a documentação seria entregue ao consulado ou à representação consular. O deferimento de cidadania por bloco familiar seria mais eficiente, pois economizaria tempo, na medida em que não teria o atendimento individual.

COMUNITÀ — Quais os principais anseios da comunidade italiana no Brasil?

THIAGO ROLDI — O serviço consular de qualidade. Transparência e acessibilidade às informações pertinentes aos processos de cidadania ou a qualquer outro serviço consular, isso tem que mudar!  Estreitar os laços de amizade e colaboração entre as comunidades sul-americanas de descendentes, com a criação de uma federação.

Site:  http://thiagoroldi.com.br/