O Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) nomeou nesta quinta-feira (1º) seu secretário-geral, Roberto Fabbricini, como comissário extraordinário da Federação Italiana de Futebol (Figc)

Fabbricini foi designado pelo mandatário do Coni, Giovanni Malagò, que preferiu escolher uma pessoa sem ligação com a cartolagem do futebol. “Temos a consciência no lugar”, declarou Malagò, acrescentando que a intervenção na Figc durará ao menos seis meses.

“Ainda não sabemos se será suficiente ou se precisaremos prorrogá-lo”, disse. O presidente do Coni fará o papel de comissário da Lega Serie A, que gere a primeira divisão do futebol italiano.

“Há muitos assuntos a tratar, mas tenho uma grande equipe com quem trabalhar para dar ao futebol o papel que ele merece”, afirmou Fabbricini. Ele será auxiliado pelo ex-zagueiro Alessandro Costacurta e pelo advogado Angelo Clarizia, que serão vice-comissários.

“Agradeço ao Coni por essa possibilidade, garantimos a todos um grandíssimo empenho. O que me surpreende é que joguei com 14 vencedores da Bola de Ouro, mas essa é a equipe mais prestigiosa com quem já trabalhei”, disse o ex-defensor do Milan.

No último dia 29, a assembleia da Figc se reuniu para escolher um novo presidente, após a renúncia de Carlo Tavecchio por causa do vexame da Itália nas Eliminatórias. No entanto, após quatro votações, nenhum candidato conseguiu atingir o mínimo necessário, forçando a intervenção do Coni.

Treinador

Um dos trabalhos de Fabbricini será definir o nome do novo técnico da seleção italiana, que ficou de fora da Copa do Mundo de 2018. Segundo o cartola, os preferidos para assumir o cargo são Antonio Conte (Chelsea), Carlo Ancelotti (sem clube), Roberto Mancini (Zenit) e Claudio Ranieri (Nantes).

“Os nomes são aqueles que vocês já conhecem. Mancini está em Roma, mas não sei se foi contatado, Conte parece desejoso de voltar a vestir azul, Ancelotti abre e fecha a porta, Ranieri também não foi descartado. Não há ninguém na pole position”, explicou. (ANSA)