Na Itália desde o final de semana, o cineasta e produtor norte-americano, Clint Eastwood, se encontra em Veneza para dirigir as primeiras gravações do seu novo filme, “The 15:17 to Paris”.

Eastwood, que está hospedado no hotel Cipriano, localizado na ilha Giudecca, iniciará as gravações em Veneza nesta próxima quarta-feira (16), na estação ferroviária de Santa Lucia. Com uma curta duração, as filmagens no país serão concluídas na sexta-feira (18), na Piazza San Marco, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Para não atrapalhar as filmagens, a prefeitura da cidade emitiu uma ordem restringindo o movimento de pessoas no Grande Canal e no centro histórico de Veneza durante as gravações.

O filme

O filme, baseado no livro “The 15:17 to Paris: The True Story of a Terrorist, a Train and Three American Heroes”, contará a história de três norte-americanos, interpretados pelos soldados, que viverão eles mesmos, Spencer Stone, Alek Skarlatos e Anthony Sadler, e um britânico que impediram um ataque terrorista na Bélgica em 2015. (ANSA)

Uso de não-atores para interpretar eles mesmos

Essa abordagem, usar pessoas nas quais o filme foi baseado para interpretar elas mesmas na ficção, não é nova ou incomum na história do cinema. Na década de 1940, diretores pertencentes ao movimento do Neorrealismo Italiano – como Roberto Rossellini, Vittorio de Sica e Luchino Visconti – escalaram não-atores nos papéis principais de suas obras para aproximar a sétima arte da realidade italiana do pós-Segunda Guerra.

O próprio Clint Eastwood já trabalhou com não-atores anteriormente: a maior parte do elenco de Gran Torino, filme de 2008 sobre um trabalhador aposentado e veterano da Guerra da Coreia, é formada por não-profissionais.

Das duas últimas vezes em que Eastwood adaptou uma história real para os cinemas (Sniper Americano e Sully), o cineasta encontrou um sucesso estrondoso nas bilheterias. Ainda sem data de estréia para The 15:17 to Paris, aguardaremos para ver se ele conseguirá novamente repetir o feito.