Entre as vítimas dos dois irmãos estão políticos e empresários italianos

Desde 2004 os irmãos Giulio e Francesca Occhionero monitoraram cerca de 3,5 milhões de mensagens eletrônicas e cerca de seis mil pessoas.

Os irmãos, acusados de espionarem políticos e personalidades do mundo financeiro italiano, estão com o inquérito em andamento.

Segundo o inquérito, os dois irmãos lideraram a espionagem italiana através de um malware, ‘Eye Piramid’, que possibilita o controle à distância de computadores.

Os irmãos foram presos em janeiro deste ano e só agora, nesta terça-feira (12) que saiu o resultado da perícia.

A demora foi pela dificuldade em conseguir liberar os dois servidores utilizados pelos irmãos Occhionero, o procurador da República em Roma, Albamonte obteve ajuda do FBI.

De acordo com a Ansa, Giulio permanece em detenção na penitenciária Regina Coeli, em Roma. Francesca está em liberdade condicional desde setembro.

As investigações mostram que entre as contas de e-mail espionadas, estão as de Matteo Renzi, Mario Monti e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

Francesca e Giulio afirmam que não há provas que sustentem algum tipo de subtração de dados.

O caso dos irmãos Occhionero

Em 2016 um servidor da Entidade de Assistência ao Voo (Enav) percebeu que os dirigentes da estatal estavam recebendo e-mails suspeitos de um escritório de advocacia.

A partir deste momento se iniciou uma investigação, o funcionário descobriu que, assim como outros concorrentes, a empresa havia sofrido um ataque de hackers.

Nesta época, a Enav estava para abrir capital na Bolsa de Milão, informações sigilosas eram repassadas por e-mail com maior frequência do que de costume.

A Polícia Postal, responsável por crimes cibernéticos, foi acionada e chegou até os Occhionero.

A espionagem aconteceu por seis anos e segundo a Ansa, os dados foram catalogados em pastas.