Brasileiro foi rejeitado em um hotel na Emília-Romana por ser negro

Paolo, um brasileiro de 29 anos, morador do Belpaese desde os três anos, não conseguiu uma vaga de emprego em um hotel em Cervia por causa da cor de sua pele. Ele mora em Milão, que fica cerca de 300km de Cervia e recebeu ajuda da Confederação Geral Italiana do Trabalho, que irá entrar com uma ação judicial em favor do brasileiro.

Apesar da denúncia só ter acontecido nesta quarta-feira (03), o crime de racismo aconteceu no dia 18 de junho quando o responsável pelo contato com Paolo voltou atrás na vaga que já estava definida. Anteriormente, o brasileiro já havia encaminhado e-mail e conversado pelo telefone com o mesmo homem que haviam acertado que ele trabalharia até setembro, porém na hora de redigir o contrato, foi requerido as cópias dos documentos dele, Paolo então os enviou uma cópia e logo depois recebeu um sms.

Através da mensagem de texto, o dono do hotel informou que não poderia contratá-lo mais. “Lamento, Paolo, mas não posso colocar rapazes de cor no salão, aqui na Romana as pessoas têm a mentalidade muito atrasada. Me desculpe, mas não posso fazer você descer, tchau.” dizia na mensagem.

A mãe do brasileiro procurou ajuda

Foi Paola,  mãe do brasileiro, quem procurou a Cgil. “O único problema verdadeiro, é evidente, é a cor da pele de meu filho, que o dono do hotel só viu quando ele mandou o documento de identidade. A quantas pessoas isso não terá acontecido? Assim podemos dar voz também a elas.” afirmou em entrevista ao jornal “la Repubblica”.

Ela ainda acrescentou que “Estamos frente a um evidente caso de discriminação racial. Ao dano patrimonial por ter perdido a alta temporada, se somam a humilhação e a profunda injustiça das quais foi vítima.”

“Estamos certos de que a Romana saberá se distinguir da inaceitável conotação reservada a ele pelo proprietário do hotel”, disse ao jornal.

O brasileiro tem experiência com hotelaria e até mesmo na região da Emília-Romana, ele havia se informado sobre a vaga, através de um anúncio que afalava sobre o trabalho entre o período de junho a setembro, época da alta temporada de turistas por lá, por causa do verão europeu.

De acordo com informações dadas ao mesmo jornal pela Federalberghi, entidade que representa o setor hoteleiro italiano, o dono do hotel estaria trabalhando para acertar o erro. A entidade ainda garantiu que  “Mais de um dono de hotel se propôs a oferecer a Paolo uma oportunidade de trabalho”. (ANSA)