A Alitalia, colocada à venda pelo governo italiano e a maior companhia aérea da Itália, acumulou prejuízo de 203,3 milhões de euros entre janeiro e fevereiro deste ano

Os números, que podem até assustar, foram divulgados nesta quarta-feira (12) e fazem parte da intervenção feita pelo governo italiano na Alitalia. Em comparação a 2016 a empresa havia sofrido uma perda de 491 milhões de euros, porém deve ser levado em conta que os meses de janeiro e fevereiro são tradicionalmente épocas ruins para a companhia, pela baixa nos fluxos turísticos.

Roma conseguiu uma liberação da União Europeia para fazer um empréstimo-ponte 600 milhões de euros em recursos públicos e a colocou no mercado. As empresas interessadas têm até o dia 21 de julho para apresentarem ofertas não vinculantes. A lista de cerca de duas dezenas, incluem: Ryanair, Lufthansa, British Airwys, Deltas e EasyJet.

A crise se agravou quando em abril os funcionários não aceitaram o plano de demissões de 1 mil pessoas, decisão necessária para os acionistas aumentarem o capital da empresa. Foi nesse momento que a Alitalia pediu a intervenção do governo. Não encontrando um comprador a empresa terá duas opções: tentar sanar a Alitalia, mantendo sua configuração societária atual ou declarar falência.